domingo, 9 de julho de 2017

O quanto eu "evolui esteticamente" nestes últimos anos

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Para quem não sabe eu sempre fui fã de moda alternativa mas só comecei a me vestir da forma que eu sempre quis mesmo quando comecei a trabalhar, aos 17 anos, depois do fim do terrível ensino médio que comecei a me interessar pela minha aparência novamente. Tudo isso está relacionado a depressão e ansiedade também, a baixa auto estima, a minha escoliose, meu corpo, a minha acne grave que não me abandona,  a auto desvalorização, tinha dia que nem me olhava no espelho, porque eu simplesmente odiava o que via, eu me sentia o maior lixo, eu vivia completamente apática a mim mesma, não sei nem como estou viva, talvez seja pela minha frieza extrema em lidar com as emoções.

Esses dias estava pensando o quanto que eu ficava nervosa só de pensar em sair de casa com um batom preto, por medo da rejeição, de passar por tudo aquilo que passei antes, eu sou psicologicamente traumatizada então não consigo acreditar em nada e em ninguém infelizmente... mesmo que hoje eu use na rua sem ligar pra o que vão dizer de mim me encontro em um dilema com a minha aparência sempre. A auto cobrança de quem é psicologicamente abalado chega a ser pertubadora, ainda mais quando se abre uma página de rede social e se deparamos com milhares de lindas modelos alternativas, com a cara entupida de maquiagem, milhares de curtidas, bla bla bla... Quando posto uma foto no instagram ou no facebook por exemplo, sempre ficava olhando e olhando a foto por horas para ver se tinha algum defeito, quando eu encontrava qualquer defeitinho mínimo eu apagava, porque eu queria ser perfeita a todo custo. E infelizmente continuo assim, por incrivel que pareça. Hoje me sinto mais até mais bonita e estou aceitando mais meu padrão de corpo, cor de pele (ainda preciso trabalhar demais nisso), e meu biotipo magra esquelética, mas mesmo assim me sinto meio enojada do meu corpo e do meu rosto.

Eu só tenho mais curtidas nas minhas fotos quando eu pareço uma menina branca, se eu tiver com uma foto no meu tom natural de pele... poucas curtidas. Eu to tentando aceitar meu bronzeado, minha pele morena como ela é, mas você acha que é fácil? Vendo tanta gente cor de papel nas redes sociais? Já pensei em "me livrar" do estilo gótico por causa dessa minha pira em parecer um papel e me aproximei mais do meio metal que não tem muita cobrança estética, pensei em ficar em um estilo mais clássico também como o medieval e o vintage. Comecei a seguir mais modelos que sejam mais parecidas comigo esteticamente e também pela fisionomia, porque eu sempre acho algum defeito no meu rosto que é inaceitável na minha cabeça. Aí logo que via as modelos e páginas de metal ou de folk já me batia a auto estima baixa outra vez. Não sei explicar porque continuo assim, sendo que passei anos e anos persistindo na minha auto estima. Sou completamente fodida pelo meu próprio consciente, isso parece loucura.

O que eu descobri esses últimos tempos é que eu ainda tenho (mesmo que indiretamente) essa meta de perfeição na minha aparência, cada seguidor que eu perco com uma postagem destroi o meu psicológico, mesmo que eu não queira, se minha foto não chegar a 100 curtidas eu fico me sentindo feia ou a odiada, a sem graça, esquecida... Parece uma postagem de zoeira mas não é, estou falando isso porque ultimamente eu voltei a usar as redes sociais e mesmo nesse período horrível que eu estou passando tentei voltar ao normal, fazer amizades (mesmo que sejam amizades virtuais)... enfim...

Tentar ser alguém normal quando nós passamos por crises internas e mudanças abruptas é uma tortura, pior que surra. Dói tanto mas ao mesmo tempo não sinto nada, e ao mesmo tempo sinto tanto que torna tudo aquilo muito mais doloroso e logo depois me torno apática de novo. É uma roda da fortuna, hoje eu confesso que estou ficando enjoada do estilo gótico, não por não gostar mais, mas porque eu enjoo vestir as mesmas coisas todos os dias, me cansa...

Mas eu pretendo resolver isso da minha auto estima indo atras de psicologo, novamente... e procurando adaptar meus gostos ao meu estilo de vida, não adianta nada eu querer ser alguém que não sou também só para agradar os outros sabe? É isso...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Desisti da faculdade + O que é sucesso na vida?

É, eu desisti da faculdade. Não do meu sonho, mas só da faculdade mesmo. Se eu estou feliz? Não muito, mas também acredito que se eu estivesse naquele lugar também não estaria muito satisfeita. O que eu pretendo fazer agora? Pesquisar. E muito. Andei percebendo nestes últimos tempos o tanto que minha vida passou diante os meus olhos por conta do temido vestibular.

Fiz a merda de uma prova fodida de difícil, passei anos ralando para poder ter a merda de um número de matrícula em uma universidade pública. A pergunta é: pra quê? Pra quem esse esforço todo se foi? 3 anos ralando e onde foi que todo esse tempo se enfiou? Isso mesmo: em nada. Ai se eu tivesse uma pessoa para ter me dito isso quando eu tinha 16 anos. Me dar um tapa na cara e falar assim: "ô idiota,  para de achar que sua vida depende de status em universidade, você é bem mais que isso". Mas como diz a minha mãe, não adianta chorar pelo leite derramado não é mesmo? O que passou, passou... O tempo não para, a vida é uma só... E esse mantra pode nos ajudar e ao mesmo tempo nos deixar paranoicos querendo viver a vida enquanto vê-la passando diante dos olhos... é um dilema.

"O que eu sei fazer? Por que que eu nunca ando pra frente?" Essas perguntas não param de me perseguir, o tempo inteiro. Sinto que estou estagnada, porque o tempo que eu devia estar me descobrindo eu estava decorando fórmulas de física e figuras de linguagem. Se eu me arrependo? De jeito nenhum, só não deveria ter levado a vida tão à sério e ter deixado de lado quem realmente sou. Por um lado, a faculdade me ensinou coisas novas, me trouxe novas experiências como morar sozinha, ainda mais no interior, conheci gente diferente, tomei vários baldes de água fria quando eu precisava cozinhar + trabalhar e estudar, tudo ao mesmo tempo. Sair das asinhas dos pais dói e ao mesmo tempo ensina muito. Então não, não foi ruim ter prestado vestibular, não foi ruim ter apostado a vida naquela vaga, eu aprendi muito nesse 1 ano de faculdade, muito mais do que nos 18 anos sendo protegida pelos meus pais.

Mas e daí? E agora? O que eu vou fazer daqui pra frente? Preciso trabalhar, preciso ter minha liberdade de novo... Mas pra isso preciso saber quem realmente sou... Por que eu estou na terra, o que faço aqui? As crises existenciais já vivaram rotina. O que eu sei fazer? Não paro de pensar nisso! Eu acho que sei escrever... legal. Sei fazer paranoias e ser dramática de vez em quando, cheirar gatinhos, cuidar de plantas, sei dançar muito bem, sei cuidar de crianças, sei ensinar e aconselhar de uma forma racional, sou boa em esportes, desenho bem, pinto bem, sei costurar e ser muito criativa, sou boa em lógica, tenho pulso firme e pé no chão, sei ver as coisas de outros pontos de vista, sou observadora e detalhista, o que me torna alguém extremamente preocupada com a perfeição, sou uma boa amiga e tento ser gentil até mesmo com aqueles que me cospem ódio, não guardo rancor, a simplicidade é minha alma.

O que eu quero dizer com isso? Que a gente tem nossas próprias virtudes, nem sempre a gente sabe fazer aquilo que a sociedade valoriza. Às vezes nossos dons caminham em outras direções, e isso não é ruim. Somos uns diferentes dos outros, temos cada um nossa própria e única beleza e personalidade. Por muitos anos achava que ter os dons que eu tenho era uma coisa "ruim", porque eles não servem para o fodido e lixo mercado de trabalho. Uma vez meu namorado disse pra mim algo que nunca havia pensado: as vezes as mulheres tem vergonha de assumir dons, que são considerados pela sociedade "femininos". Eu sempre achei mesmo que essas coisas pelas quais eu era muito boa eram de "mulherzinha" e não tinham importância nenhuma e não faria nenhuma contribuição social com elas... Mas qual é o problema em ser coisa de mulher? E o que é ter importância de alguma coisa?

O que é ser importante na nossa sociedade? Ser considerado importante é estar inserido em um padrão que é reconhecido por uma grande parcela de pessoas. Ser alguém bonito, ser alguém inteligente, ser rico, muito corajoso, de sorte ou ser famoso por alguma coisa relacionada a essas coisas que citei. Ou seja, é muito difícil você estar inserido em alguma desses padrões sociais, o que torna o sucesso algo como um conto de fadas, percebe? Não to sendo niilista, mas sou realista e percebo que esse sucesso profissional que tanto almejamos muitas vezes não agrega em nada.

Esse sucesso não é o sucesso de todos. O sucesso é aquilo que você vira a noite fazendo... Você fica tão empolgado e feliz que nem vê a hora passar. Isso é o sucesso. Ele não vem do reconhecimento alheio, mas sai de você mesmo. Sucesso é aquilo que eu chamo de o brilho da alma. A gente tá feliz com quem somos, aceitamos nossos defeitos e fraquezas, estimulamos outras pessoas a serem mais humanas através da nossa simplicidade e tentamos não fugir daquilo que nos deixa feliz de verdade. Se você tem sucesso interior as pessoas notarão o brilho da sua alma. Não corra atrás do sucesso "social" corra atrás desse sucesso pessoal. Invista nele, busque aquilo que você enlouquece de felicidade, que te tira do chão e dá vontade de viver mais e mais. Invista em quem você é e verá o sucesso.

Experiência própria.
Beijos! :3

domingo, 19 de março de 2017

OOTD #3: Black Metal Girl

Tipo o quê? É isso aí, eu voltei. Eu não quero abandonar o blog, porque às vezes eu tenho uns picos de criatividade e volto pra cá pra registrar, então não, não vou abrir mão daqui. Sei lá, eu sei que deveria me pressionar para postar mais aqui, mas eu sou procrastinadora, preguiçosa, enrolada... Ah, eu sou uma bagunça né... Mas fazer o quê, quem mandou ser blogueira old school (alguém aqui se lembra da blogosfera old school?).

Falar em blogosfera old school, acreditem se quiser, 2018 vão fazer 10 (!) anos que estou escrevendo em blogs, isso é assustador. E sim, eu to na blogosfera desde os 11 anos... E isso também é assustador, mas é algo que eu gosto e pretendo manter, mesmo que a antiga blogosfera tenha sumido do mapa, ainda acho bacana ter meus registros e relaxar um pouco a cabeça escrevendo, realmente me alivia colocar as coisas em papeis (ou em blogs), mas vamos para o que interessa:

Black Metal Girl OOTD
Eu em Ouro Preto - em Fevereiro deste ano (2017)
Como sempre né galera, a pessoa aqui é muito humilde, então meus looks são sempre simples, mas sem perder a minha essência, isso é muito importante pra mim porque eu me sinto completamente estranha se eu não me vestir como gosto, é como se eu estivesse abrindo mão de mim mesma, como eu sempre digo, moda pra mim é uma terapia, me visto pelo simples fato de me sentir mais completa e mais próxima da minha identidade e estilo de vida.

Detalhe inútil: fui chamada de vampira três vezes durante o dia desta foto. :) E agradeci a todos, inclusive. 

E sim, essa jaqueta fui eu mesma que fiz. Ela tá toda detonada (porque já é bem antiga) mas eu amo demais essa jaqueta e pretendo fazer outra assim que sobrar uns tostões... Se bem que dessa vez eu acho que vou fazer um colete aberto pra não passar calor né. '-' A meia calça é a de sempre, o shorts foram 10 reais, a camiseta é uma do Venom (25 reais) e aquilo atrás de mim é uma mochila, não sei se deu pra perceber kkkk O tênis é o Mad Rats de sempre...

 E sobre a depressão meus caros amigos, estou tomando doses cavalares de Cymbalta, mas acho que estou começando a sentir a melhora aos poucos, vamos ver no que vai dar... Pretendo ficar boa ainda este ano para voltar com todo o gás para a dança do ventre!

E é isso! E agradeço a todos pelos comentários no blog, eu li todos, vou tentar responder a todos com muito carinho! ♥

Beijos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Sobre largar a faculdade e a romantização do sofrimento

Eu não sou niilista, sou realista e, se você pensa em desistir da universidade, é bom ler este texto. Pra falar a verdade, nem sei mais o porquê que insisto em escrever. Mas às vezes eu percebo que a minha conclusão vai ajudar outras pessoas, mas minha constante baixa auto estima ou sei lá o que (paranoias) insiste em me dizer que este lugar é insignificante e que meus posts não vão ajudar ninguém, mas como diz aquela linda frase: "não desista, você pode estar inspirando alguém", eu irei proceder com alguns posts por aqui, mesmo que aleatórios. Não quero abandonar este blog, afinal tenho minha vida aqui também. Enfim.

Agora volto na vida profissional. Penso em largar a faculdade porque não me sinto preparada para tal, nem sei que curso quero direito, só tenho 20 anos e ainda tenho muito o que viver para descobrir o que eu gosto e quero fazer. Às vezes fico pensando se estou seguindo o fluxo ou estou fazendo o curso porque realmente quero. Não que eu não gostasse do curso, mas é que me sinto aprisionada aqui, como se a minha obrigação fosse apenas este curso. Não quero isso pra mim. Quero viajar, ter dinheiro, trabalhar (coisa que não posso aqui), quero voltar a dançar e, quem sabe profissionalmente, quero comprar as minhas roupas, meus sapatos, aqui eu me sinto um parasita adulto que vive as custas dos pais. E realmente me sinto muito mal vivendo as custas deles.

Quero achar a minha liberdade, coisa que ainda não tive, mesmo morando sozinha atualmente, em uma cidade distante dos meus pais. Eles gastam comigo cerca de 800 reais no mínimo, apenas comigo. E mesmo assim eu ainda não consigo enxergar algo de bom nisso. Vai fazer 1 ano que estou aqui e mais de 10.000 reais foram gastos em não sei o quê. Se estou feliz? Não sei. Não sinto que estou contemplada com a mudança e, a cada dia que passa, sinto que fui muito impulsiva em ter me mudado pra cá. Primeiro sinto que me mudei mais pelo fato da minha família estar completamente desestruturada e não aguentar mais estar presente na minha casa (realmente se não tivesse me mudado eu ia surtar) e outra que eu podia ter ido para Curitiba fazer o curso que eu realmente queria na PUC (Design Digital), mas fiquei naquela do status social que uma universidade pública oferece, por isso escolhi a Unesp. Mesmo Curitiba sendo meu destino dos sonhos, optei pela Unesp em Bauru, por ser a universidade dos meus sonhos.

Só que assim que cheguei por aqui, vi que a realidade é  bem diferente da expectativa e a gente cria expectativas demais da universidade (principalmente a pública). A gente acha que tudo vai ser festa e que a gente vai aprender tudo que desejamos lá dentro, vamos fazer amizades e viver naquele clima de festa eterna que o 1º semestre proporciona. A verdade é que a gente aprende que estamos sós e que você tem que se virar sozinho ou vai sofrer muito.

Acho que a gente tem uma visão distorcida do que é "vencer na vida". A gente nasce aprendendo que nós precisamos crescer, estudar no ensino médio, (perder o bv / virgindade), estudar para entrar numa faculdade, namorar, fazer faculdade, nos formar, trabalhar, casar, ter filhos, trabalhar mais para comprar casas, carros e se aposentar, para "usufruir" de tudo aquilo que batalhou a vida inteira.

Você literalmente vive pra trabalhar, trabalha pra comer, sobrevive pra chegar logo a hora de se aposentar e, quando ficar velho terá pouco a se fazer, afinal boa parte da sua vida já se foi e você mal aproveitou. Pode até ser a opinião vinda da boca (ou do texto) de quem ainda viveu muito pouco (ou não), mas acredito que se temos uma única vida, por que parecemos que somos obrigados a cumprir o legado do "homem de bem" mesmo que seu inconsciente diga ao contrário?

E é aí que entra a faculdade. Parece que se a gente não entra em uma universidade somos taxados de inferiores, desinteressados, fracassados. E como se não bastasse, o mundo cria uma expectativa estratosférica a cerca da universidade, como podemos ver em filmes que nos sentimos inferiorizados se não fazemos tudo aquilo que um típico e genérico universitário faz.

Já se sentiu completamente vazio após ir a uma festa universitária? Bebidas, drogas, sexo casual, festas e notas baixas não faz de você uma pessoa feliz. Talvez se você goste de se inserir em padrões pré-estabelecidos e tem dificuldade de aceitar ou conhecer sua própria personalidade. É sempre a banalização do aprendizado e a supervalorização do rebelde (Playboy) sem causa. A valorização de um riquinho mimado que o papai banca todos os gastos com futilidades e as saídas, inclusive a gasolina do carro e as contas do motel.

Mas se a gente não encontra felicidade nestas coisas, aonde é que está a verdadeira felicidade? Eu sinto que a felicidade está muito além desta cultura que vivemos, dessas festas, desses relacionamentos sem essência nenhuma, da universidade que está cursando, enfim. A felicidade está sim em momentos, afinal já percebeu que só temos controle do presente? Sim a gente só pode controlar o presente, através de decisões que tomamos. Se guiar por aquilo que nos move acima de tudo é o que importa. E o que eu quero dizer com isso tudo? Que nem sempre faculdade vai te fazer feliz, talvez você não tenha nascido para cursar uma universidade. E você não é pior do que ninguém por isso, nem melhor também. Às vezes a gente não tá feliz consigo mesmo porque não nos libertamos de alguns padrões que a sociedade nos diz que seremos felizes apenas se concluirmos.

"Mulheres! Tenham filhos! Só uma mãe sabe o quanto é lindo ser uma." Mas quem disse que eu preciso ter filhos para saber que ser mãe é bom? Ou melhor, pra mim ser mãe não tem nada de bom ou bonito, é só sofrimento, um masoquismo sem fim. É cuidar de filho de madrugada, amamentar, levar na escola, fazer comida, aguentar choro, educação de qualidade, cursos, gastos e mais gastos, médicos, remédios, desgaste físico e psicológico... Enfim, sou curta e grossa mesmo. Essa romantização estúpida não tem lógica nenhuma pra mim. Acho que quem aguenta tem fôlego? Sim, mas não acho elas superiores a ninguém. Aliás, romantização de qualquer sofrimento é estúpida. A gente, desde novos somos obrigados a acreditar que se aquilo não for conseguido com esforço não possui valor. Você precisa se machucar, sofrer, chorar muito para conseguir algo no futuro, senão não há valor algum. Que legal.

A mesma coisa serve para relacionamentos. Você só namora se o cara insistir muito ou faz o famoso jogo do desinteresse. Se ele(a) demorar 2h pra mandar mensagem, você só manda 4h depois... e assim um relacionamento que poderia já ter começado e provavelmente virado namoro não sai da mesmice, por que? Porque você faz cu doce. Por que não demonstrar logo que possui interesse? Por que ficar nesse joguinho que atrasa a vida de todo mundo (inclusive a sua)?

Eu vivo como se cada dia fosse o ultimo, não estou preocupada com o futuro, me preocupo com o presente. Meu maior sonho do futuro é chegar aos meus 65 anos, olhar para o passado e se orgulhar de cada passo, cada experiência vivida e ter muito o que contar para os meus filhos e netinhos (heuahuehasu). E percebi através disso que a felicidade não é nada mais do que viver o presente, experimentar e não ter medo de cair de cara, enfrentar mesmo, não ter medo de nada. É não tendo medo de morrer que você vive de verdade.

Beijos de luz.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Meu processo de aceitação e "misantropia"

Se você tem depressão aconselho MUITO ler esse texto. Recebi um comentário nestes dias sobre um texto que escrevi sobre magrofobia e percebi que o texto não atingiu da forma que deveria, parecendo mais um deboche do que uma explicação do termo. Isso aconteceu porque muita gente ainda não leu sobre meu processo de aceitação da minha aparência. Enfim, eu queria explicar melhor sobre o assunto, como eu cheguei a me gostar como eu gosto hoje e espero que isso seja de utilidade para as meninas magras que leram meu outro post assim como os demais que estão lendo agora também. Obs.: deixo claro que a minha história parece aquelas de filme hollywoodiano.

Eu sempre fui muuuito magra, mas muito mesmo. Magra e alta. Sempre fui a mais magra e a mais alta da turma e isso sempre me atrapalhou bastante, porque sempre minhas amigas eram mais baixas que eu e sempre levava os apelidos de magrela, palito, olívia palito, enfim, isso ainda no ensino fundamental I. Na época isso não me ofendia muito, porque eu sou negra e as ofensas eram direcionadas 90% ao meu cabelo e tom de pele, então a magreza ficava como a cereja do bolo, tipo: "sua macaca do cabelo ruim, magrela, puta".

Quando eu fui para o ginásio foi aí que as coisas começaram a ficar bem piores, porque é bem nesta fase que a puberdade aflora e, consequentemente os interesses românticos também afloram junto. Adivinha quem sempre ficou pra escanteio? Sim, eu mesma. Nunca tive ninguém, mas ninguém mesmo que gostasse ou demonstrasse interesse por mim ou que me falasse que eu era bonita. Eu só era lembrada para ser xingada, como se eu fosse um verdadeiro alvo de ofensas, um saco de pancadas. Às vezes eu ficava me perguntando: será que tá escrito na minha cara: "desconte sua raiva aqui!"? Porque eu me via como o alvo da sala, qualquer questionamento que eu fizesse a professora, qualquer coisa que eu falasse em sala de aula era motivo para ser xingada e caçoada. Eu penso que naquela época se eu tivesse sido mais fraca ainda tinha tudo para ter cometido um suicídio mesmo, porque eu mal tinha apoio de parentes, meus pais sempre foram muito ausentes, então eu mal tinha alguém para me comunicar.

E o que tudo isso tem a ver com o processo de aceitação? Que eu era uma negra, magrela, sem graça, feia, descabelada,cheia de espinhas, coluna torta, aparelho, sem amigos, desengonçada, enfim, uma escória, um fracasso. E como se isso já não bastasse eu sempre gostei de moda alternativa e eu já me vestia como emo(!) desde aquela época (leia se 2007), cabelo com franjão de chapinha, calça colada, blusa de xadrez, all star, músicas emo.

E todos estes traços me faziam sentir a pior pessoa do mundo, porque eu não tinha um pingo de expectativa de vida. A única coisa que me mantinha viva era o sonho de estudar e se tornar alguém importante, como se isso fosse a maior vingança que eu pudesse fazer contra todos que me diminuíram na minha vida. E será, porque hoje eu estou em uma universidade pública e tem muitos daquela época que me jogavam um "tinha que ser preto pra ser burra assim" dentro de empresas lixo, com cargos lixo, vivendo uma vida de lixo. Não que eu desconsidere que o serviço de faxinar, ser secretário ou trabalhar em restaurantes/fast foods seja digno, mas confesso que esperava muito mais de alguém que jogava todo dia na minha cara que ia entrar na USP ou que ia estudar em colégio tal e ser rico. Coisas de crianças.

Eu vou ser sincera, nunca chorei  ou demonstrei tristeza em sala de aula ou em público, nem mesmo em casa, porque eu NUNCA consegui, talvez porque essa dor de nunca ter sido aceita não fazia muita diferença na minha vida, afinal eu nunca quis ser aceita por  ninguém, eu levava a vida da minha forma, nunca fiz nada para ser socialmente aceita em grupos, mas mesmo assim a dor da rejeição era muito grande, porque eu não conseguia nem fazer minhas coisas em paz. E tudo que eu queria era viver em paz, sem ninguém no meu pé. Mas isso não diminuiu meus sintomas de depressão. Eu não tirava fotos (não tenho nenhuma foto de 2009/2010), eu não fazia amigos, não saia de casa, minha notas afundaram, eu passava dias sem olhar no espelho.

E com isso a consequência foi que eu passei a ter um ódio horrendo de pessoas, mais precisamente de homens. Eu sempre odiei todo mundo, mas depois disso eu passei a ter misantropia mesmo, eu odiava qualquer relação social, qualquer pessoa, ainda mais se fosse um homem. Até hoje eu passo por situações assim, eu ainda não consegui gostar de nenhum homem, meu extinto é maior e faz eu machucá-lo de alguma forma, às vezes acho garotos legais comigo que eu simplesmente não acredito que ele continuará sendo legal comigo, pra mim eles sempre querem me destruir e, com isso eu os destruo primeiro. Parece legal isso, na sociedade de hoje mas, de verdade, não é. Isso é horrível, eu machuco as pessoas sem nem perceber.

Enfim, eu só comecei a mudar no ensino médio mesmo, quando eu ganhei bolsa integral em uma escola particular depois de ralar na escola pública o ano inteiro e comecei a estudar sobre racismo, religião, política, lá eu tive aula de tudo isso e foi aí que a ficha caiu. Na verdade eu sempre fui uma pessoa incrível e mal compreendida, porque eu olho meu passado e vi que fui sim muito forte, a ponto de aguentar tanta coisa nas costas, mas tanta coisa que vocês não tem noção. E tudo eu achava que a culpa era 100% minha, EU estava errada, EU era feia, EU era o erro, mas não era. E eu tava certa, errada é a nossa sociedade, preconceituosa, conservadora, lixo. Eu fiz MUITO certo me isolar (gabriela wins), porque foi a partir daí que comecei a perceber o que EU gostava, o que EU queria e o que agradava A MIM não aos demais. Meu corpo é só meu e eu que decido o que eu vou fazer com ele. Por que que não me falaram isso antes? Puta que pariu, hoje estaria sofrendo em Paris!

E depois disso eu comecei a ter noção de que pessoas que te fazem sentir mal, pessoas que te fazem sentir pior ou excluídas devem SER EXLUÍDAS DA SUA VIDA DE UMA VEZ POR TODAS. Não faça questão de"manter uma amizade porque fulano é assim mesmo", não romantize sofrimento com ninguém, você não precisa disso. Existem milhares de pessoas legais, um mundo gigante que você possa explorar. GENTE LEGAL É AQUELA QUE TE APOIA! E fim de papo!

Sabe aquela amiga que vem com aquele papinho de: "aí miga, tira essa cor do seu cabelo, não gostei, não ficou legal" ou "nossa como você tá gorda/magrela, tá muito feia assim" ou "mas você não combina com isso", "eu tenho vergonha de você quando faz tal coisa" ISSO. NÃO. É. AMIGA. Amiga é aquela que quando te vê pra baixo te diz poxa miga, você é linda, olha esse seu cabelo, olha esse seu jeitinho único de ser, levanta esse astral! Ela te anima, te mostra mais uma vez que você não tá errada, que errado é o mundo doente que nós vivemos.

Portanto a conclusão para tudo isso é que quando você se sentir um lixo, olhe para os lados e veja quem é que te influencia a se sentir assim. O que está errado, do que você não gosta? Tente mudar, sinta-se bem com que você é, porque a gente é único e especial, só falta você perceber.

Tem continuação deste post. Aguardem!

terça-feira, 28 de junho de 2016

OOTD #2: Casual Goth

Olha quem voltou? Sim, a faculdade tá em greve, voltei para São Paulo semana passada a fim de cortar gastos "desnecessários" afinal não estava nem estudando e nem indo mais às assembleias, portanto, cá estou eu de volta. E então como estou em SP de novo, neste domingo agora eu saí para fotografar com a minha parsa gatíssima loka Jaqueline (4sphyxi4), que tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e já está morando em meu coração, parece mais uma barbiezinha. Tiramos varias fotos, andamos boa parte do bairro de Pinheiros e achamos cada cenário meigo (RISOS). Pena que fomos um pouco tarde e não conseguimos fotografar o tanto que a gente desejava porque começou a escurecer e a qualidade das imagens caem bastante, mas valeu muito a pena! E já vem mais coisa por aí!

Sem metade das sobrancelha e cabelon ressecado (e eu gosto dele assim)
De novo, eu... sem maquiagem e sem dormir. Um total de 3 horas de sono! Um verdadeiro cosplay de Nosferatu no sol! E por um motivo ainda não descoberto as espinhas voltaram COM FORÇA, no meu rosto e que, sinceramente estão derrubando a minha auto estima de novo, infelizmente. E fico naquele dilema de "ai, se eu usar maquiagem cobrirei minhas espinhas, mas cobrirei os poros também e, consequentemente, mais espinhas", mas ao mesmo tempo tenho uma vontade louca de sair toda maquiada, mas sou preguiçosa para tirar e sempre quando uso eu meio que "durmo" maquiada por falta de produtos adequados para remoção da maquiagem. Daí eu desisto de me maquiar, porque penso que preciso resolver a acne primeiro, já que é genético e não tem muito o que fazer a não ser cuidar com remédios.

Sobre as roupas, usei o "de sempre" mesmo. É assim que costumo sair nos finais de semana para andar por aí. Coturno da vilela nos pés, a meia arrastão de 4 reais do Ebay, uma saia e uma blusa de 10 reais do centro de SP (beeeeem velhas, por sinal), o cinto é do Ebay também, paguei 15 reais e meu colar de pentagrama que já ta manjadão, né... Vou colocar todas as fotos que tiramos lá no meu instagram (que ultimamente voltei a usar com força). Lá é um perfil bem pessoal então não pretendo postar OOTD ou essas coisas, são mais fotos conceituais mesmo. Coisa simples. Não é da minha natureza se expor assim bastante, de verdade! Até estava pensando como mudei depois de ter começado o blog, nunca fui de me fotografar em lugar algum, nem em casa. Sempre adorei fotografar, mas nunca gostei de ser fotografada, até porque sou uma pessoa meio fria, não sei como posar para fotos sem parecer que estou morta. Eu sei que isso faz parte da minha personalidade mas de certa forma isso ainda me incomoda. 





Essas foram algumas das várias fotos que tirei (sem editar ainda). Pretendo postar no instagram mesmo. Prevejo que ainda virão muitas fotos (muitas mesmo) com os nossos projetos aí pela frente. E assim que eu fotografar trarei para o blog, pretendo não demorar para trazer, porque agora não tem desculpa, estou de férias (kkkk) e vou usar e abusar da câmera sempre que eu puder.

Beijos!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A vida perdeu o sentido?

Essa semana eu tava aqui pensando, como ando meio perdida nos pensamentos ultimamente. Não me sinto mal, mas um pouco desorientada, parece que estou no caminho certo mas aí do nada "plim", mudei de ideia. E não, não penso em desistir do curso de design, mas sim de lembrar de coisas que eu gostava antigamente mas não faço mais. Desenho e fotografia eram passatempos para mim. Hoje soa como obrigação, o que é uma tristeza. O blog, parei, difícil eu vir escrever algo por aqui. Até magia que eu gostava de estudar eu parei, parei de dançar, parei de fazer esportes, não faço absolutamente nada de produtivo a não ser estudar para a faculdade (e isso não me soa produtivo). 

Ignora o corset semi aberto e não desiste de mim.
Às vezes a gente precisa parar e pensar em que rumo deveríamos tomar. A gente vive no automático e esquece de nossa verdadeira essência em troca de "prioridades" que a vida e a sociedade nos disponibiliza. É estudar, tirar carteira de motorista, ter um emprego decente, namorar, casar, ter filhos. Mas quem disse que este é o único método para ser feliz? Eu me vejo feliz sendo autônoma, morando sozinha num apartamento todo decorado pequeno com 8 gatos e com uma vista para um bosque e, do meu lado todas as pessoas que eu gosto de ter por perto. A gente precisa de um tempo. Precisamos raciocinar e tomar decisões que nos beneficiam tanto no presente quanto no futuro. Eu não sou religiosa, mas tem uma lenda do taoismo que diz que todos nós viemos à Terra com determinado número de respirações. Quem vive uma vida corrida não respira, vive mal, morre rápido. Sabemos que é cientificamente comprovado que quando se respira fundo se evita um episódio de estresse e, consequentemente, contribuímos para a saúde também. Portanto respirar fundo de vez em quando faz bem não só para o corpo, mas para a alma.


Parece cliché mas não é. A gente tá acostumado a agir "à semelhança dos outros". Olha só fulano, faz tanta coisa ao mesmo tempo, vou fazer também. Olhe só, Ciclana! Tão inteligente, passou em Harvard, preciso passar também. A gente pensa que fazer isso é só para os fracos, mas me diz quantas vezes você já se comparou com alguém? A gente tem aquela mania de achar que só a grama do vizinho é a mais verde. Se comparar faz parte do processo maléfico da sociedade a qual vivemos. A gente é acostumado a ver em todos os lugares anúncios pedindo para que nós sejamos igual a modelo Fulana de Tal. Precisamos emagrecer para sermos igual aos famosos da televisão. Precisamos nos fotografar para recebermos centenas de curtidas e nos sentirmos importantes, sendo que nem 2% daquelas pessoas conversam com você, algumas só sabem o seu nome porque está escrito no seu perfil. A gente vive só. Isso não é ruim, mas também não é bom. Precisamos encontrar o equilíbrio das coisas. Encontrar aquelas coisas que você se sinta a vontade com elas, porque você não precisa fingir alguém que não é, apenas ser. Por isso, procure SER, não apenas existir.

Fim. *-*

sábado, 11 de junho de 2016

Ensaio: Romantic (or not) Goth

Trocentos anos depois. Eu sei que esse ensaio tá manjadão, mas só sei que eu precisava deixar registrado aqui no blog, porque sempre que eu fizer um ensaio, nem que seja de duas fotos eu irei trazer para cá, afinal faço deste blog o meu diário também, não é? Enfim, de novidades eu estou tentando treinar maquiagem, estou tentando aparecer mais trabalhada por aí mas sinto-lhe dizer que ESTOU CANSADA DEMAIS PRA ISSO. Eu tô ficando louca com a faculdade (na verdade estava né, porque agora entrou em greve e por isso, estoy aqui), mais o estágio e só sofrimento com crush e chora no banheiro também. Só não gasto com xerox porque curso de design o dinheiro vai todo pra os papeis canson e caneta nanquim.

Olar
E não, eu de novo NÃO USEI BASE. Gente eu ainda tento entender como é que as pessoa consegue usar aquilo na cara. Eu tô tentando mas tá muito difícil. Primeiramente que minha cara é cheia de espinhas, então eu sinto como que se a base tampasse ainda mais os poros, dando uma sensação horrível de reboco na cara. Sobre o colar, manjadão de guerra né, meu pentagrama invertido que comprei na Galeria do Rock e o vestido é aquele de modelo sereia que eu comprei no Ebay. O cabelo espatifado foi proposital e claro, foi gambiarra também porque o dia estava super nublado e consequentemente úmido, deu trabalho pra deixar o cabelo no lugar, está na 11ª aplicação de henê e aí tá "natural", sem chapinha... Mas tá bem zoadão. Essas fotos são de março/abril, na verdade estou na 17ª e já deu uma alisada fantástica, nem preciso mais de chapinha no comprimento (só na raiz que eu deixei crescer, aff).

Sobre o blog, há boatos de que se a pessoa aqui conseguir (em um provável futuro) conciliar a faculdade + vida social + o blog quem sabe eu consiga fazer um canal no youtube e no futuro crescer esse muquifo aqui, torná-lo em uma referência sobre os gofficos no mundão de meus deuses. Mas talvez não da forma convencional e quem sabe de uma forma inovadora, a fim de unir as pessoas, não segregá-las por cor, opção sexual ou gosto musical duvidoso (ai nossa você gosta de Evanescence, sai daqui). Enfim, fazer um conteúdo de qualidade que todos se sintam incluídos, sem exceções.

TENTEI EDITA MAS NAO FICO LEGAL, ESTOREI A FOTA
ME SINTO AQUELAS GAROTA GÓTICA DO FOTOLOG DE 2006
Enfim, eu estou aprendendo ainda a me fotografar, engraçado dizer que eu não tinha esse costume até 2 anos atrás, em que eu passava dias sem me olhar no espelho, apenas fases da vida né. Períodos em que a gente se perde dentro de nós mesmos, ora faz bem para nos renovarmos e, consequentemente as feridas cicatrizam lentamente, então pode ser que esse período de renovação dure ainda mais do que eu imagine. Mas que estou me curtindo muito mais, sem dúvidas, posso dizer sem problemas que estou em um dos melhores períodos de alegria comigo mesma, sinto como se nada pudesse me atingir, então que assim seja. E que essa fase só está começando, então segura esse forninho sociedade.

Beijos!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sobre ser gótico/alternativo no interior

Perdoem-me mil vezes pela ausência, é que tô naquela correria de achar apartamento, aluguel, fiador, transporte e ainda minhas emoções estão a mil. Estou naquela fase bem delicada e fico hiper estressada, não tenho ideias para fazer muitas coisas e a faculdade mal começou e já está me consumindo com horrores de desenhos pra fazer. Mas, como essa semana eu vou voltar para São Paulo (nunca senti tanta falta de São Paulo na minha vida) para passar o feriadão resolvi dar um tempo nos estudos aqui para trazer algumas primeiras impressões que estou tendo neste primeiro mês morando no interior de SP e claro: na visão de alguém alternativo.

Primeiramente, Bauru não é uma cidade pequena. Tem 300.000 habitantes, mas mesmo assim não chega nem aos pés da população da capital de SP (que beira a milhões), portanto pra mim é uma cidade pequena. Aqui boa parte dos "habitantes" são estudantes, que são atraídos principalmente das cidades vizinhas de Jaú, Ibitinga, Agudos e etc... Então da-lhe gente de fora aqui em Bauru. Aqui tem USP, Unesp, USC, Unip, Anhanguera e outras faculdades, então quem mora em cidades extremamente pequenas vem para Bauru estudar (alguns até assustam, pois viajam de ônibus fretado 2 horas ou mais todos os dias para estudar). Enfim, perceberam que Bauru é dos jovens em sua maioria!

Mas por incrível que pareça, a cena alternativa daqui é INEXISTENTE. Não vi ninguém alternativo mesmo pra falar a verdade. Geralmente é o pessoal de artes visuais da Unesp que é um público mais "descolado" digamos assim, uns hipsters descoladões... Mas não falam com ninguém. Hiper anti sociais. Eles conseguiram me ultrapassar no quesito o qual eu sou campeã. Do design gráfico alguns são hiper antipáticos, elitistas e "não me toquem, pois somos melhores que você"... Pessoal fuma pra caralho, bebe pra cacete mas não fala uma merda que preste... a não ser ficar falando de festas tal e tal ZZZzzzzZZZ Bem eu sou A ÚNICA goth bitch na Unesp do período noturno. E isso de certa forma me entristece bastante, afinal fico bem na margem em relação a festas e tal... Sempre é aquela mesmice. Aqui a vibe é sertanejo/eletrônica/funk e cês sabem né? Isso resulta bem naquelas festa hetero CHATA PRA CARALHOO (odeio heteros ajsuihaushuah aquelas) que aqueles moleque não sai do seu pé falando merda o tempo todo.... a música chata pra cacete... mas que bagulho chato!

Me retirando
O que eu gosto no meu curso é que tem gente de idades diversas, então o pessoal é mais maduro e consequentemente as opiniões também são mais maduras. Há muitas feministas em sala de aula e isso é ótimo! Há também umas fãs revoltadas, mas isso tem em todo lugar né non? Boa parte da minha sala é composta por garotos! E isso me surpreendeu. Além disso eles são sussa então da minha sala não há o que reclamar.

Porém no geral... eu bato na mesma tecla quando o assunto é ser alternativo. Aqui as pessoas acham que "ser alternativo" é ter um bebelo coloridinho e vestir umas roupinhas diferentes, botar um piercing no septo e fumar um cigarrinho, postar fotos preto e branco no instagram e pronto. Poxa vamo aplaudir até com os pé... nossa que alternativo você é hein parça! Na verdade, boa parte dos alunos da Unesp daqui de Bauru são... bem... filhinhos de papai mesmo, mãe faz panelaço, manja? jiajsiajisjaisjij Povo é medíocre mesmo. Ostenta visual que mamãe comprou e paga de fodão... Sobre as Góticas suave até agora não vi nenhuma não... É provável que exista, mas não sei aonde achá-las. Talvez em Pubs que tocam indie provavelmente deve ter algo do tipo. Vi só uma mina de batom preto mas provavelmente não era uma gótica suave. Não achei punks, esperava encontrá-los por aqui, mas... não :(

Eu todos os dias.
Tem dias que eu saio muito trevas (o que pra mim é extremamente normal, como eu disse à miga Jaquelinda) mas para as pessoas daqui é assustador, parece que estão vendo um extraterrestre ahsuiahsuhaushaus só pode... E sim: as pessoas perguntam se eu faço pacto ou se sou gótica haushuashuashau nada mais esperado... Tipo: oi vc é satanista? Vc faz pacto? Vc é gótica mesmo né? Não migos isso é uma visagem. E sim eu faço pacto. Bem, eu até dou risada das situações, porque realmente é algo "novo" por aqui pelo jeito. Quando eu entro no ônibus eu sou o centro das atenções, o que me dá raiva às vezes, pois não me visto pra chamar atenção, me visto assim porque gosto. E FODA-SE. Mas fazer o quê? Quanto mais falam mais trevas eu me visto. E se reclamar eu vou toda maquiada e trabalhada na capirotagem sim! E pra vocês as top 10 questionário de rua foram:

  1. Como você consegue usar preto neste calor/cosplay de inferno?
  2. Você é gótica?
  3. Suas roupas são todas pretas?
  4. Como é ser gótica?
  5. Há quanto tempo você se veste assim?
  6. Essa roupa não esquenta não?
  7. Você é satanista?
  8. Você ouve rock?
  9. Esse cabelo é todo seu?
  10. Você é de SP né?
Para descontrair... hjahahahhaha! 

A única coisa legal que fiz até agora foi ter realizado o sonho de ir no show do Sepultura!!! HÁ! Eles vieram para Bauru e tocaram no SESC daqui por 15 reais (pra estudante), que pra mim foi de graça afinal adoro Sepultura. Muita gente foi no show, mas boa parte da cena metal de Bauru não é de Bauru. Eu fui com as minhas novas amigas que também são de Sampa e arrastei para elas irem comigo. Ao menos elas gostam de Sepultura também hahahaa então foi muito bom! *-*

Bem este é o resumo da ópera. E venho trazer mais novidades assim que puder.
Beijos!!!

segunda-feira, 14 de março de 2016

OOTD #1: Quase-Pirigótica Apocalíptica

Ó as ideia do título. O.o Gente, e desde quando eu tô devendo um OOTD aqui, hein? Desde 2015, pois é. Hoje eu resolvi tirar umas fotos porque fiz umas comprinhas ultimamente e quero mostrar pra vocês como ser uma pirigótica econômica. Primeiro NÃO REPAREM a bagunça, porque estou de mudança (!!!!), estou saindo de São Paulo rumo à Bauru para começar meu curso na Unesp e, para variar estava fazendo estas fotos dentro da casinha cheia de tralhas aqui no quintal, por isso tá cheio de tralha, pra todo lado! Uma bagunça sem fim!

Também não reparem na qualidade das fotos, porque eu tirei sozinha e num local escuro mais o bônus de que não arrumei nem cabelo, nem maquiagem, nem nada, só vesti e pronto kkk (tô até com vergonha de ser tão preguiçosa, mas é como diz a Inês né: vamo fazer o quê). Além de ser meu primeiro OOTD (de muitos, espero), nunca tiro fotos de corpo inteiro, então vamos dar uma colher de chá para esta porcaria aqui ok? Cortei minha cara das fotos por motivos de: velho, vocês não sabem o quanto estou morta e cansada, com cara de doente mesmo, daí cortei para não ter que olhar minha cara de mosca morta toda vez que eu abrir o blog.

Comercial básico para a electrolux
Primeiro vamos falar de preços né... porque se tem uma coisa que eu gosto é de pechinchar tudo que eu compro. Sim, pra quem não sabe eu sou POBRE PRA CACETE, eu não tenho nada, nada mesmo, sou habitante de periferia (quebrada), então manjam né? A gente aqui tem que economizar, porque a vida tá cara, tá tudo caro. É bem difícil ser classe D neste planeta, certo? Então vamos falar de shorts, que inclusive estava na minha wishlist desde o ano passado e resolvi comprar um basicão para poder caprichar nos acessórios. Paguei 10 reais em uma lojinha daqui da cidade! O cinto é da Queen Of Bones, uma loja maravilhosa que já comprei vários acessórios e ainda vou comprar muito mais! Paguei 35 reais nele e já estou esperando ansiosamente pela chegada dos produtos que comprei atualmente, principalmente o arreio e um garter maravilhoso de vinil e com cinta liga! *_____*

Faltou a cinta liga :/ 
A blusinha gente, era uma calça (!) e fiz como eu faço sempre com as meias-calças e, se não me engano foi 15 reais (no máximo 20). Ela tem um estilo parecido com meia calça grossa, apesar de não parecer, então deu um cropped legal :). A meia 7/8 eu comprei na Marisa e foi 16 reais, mas NÃO ACONSELHO comprar, porque ela é definitivamente uma porcaria! O tecido é muito ruim e estraga/alarga muito fácil, portanto eu que sou seca sofro muito com isso... Recomendo que vocês comprem em sex shops, porque as meias que vendem por estes lugares são mais resistentes (e mais bonitas também). O coturno veião da vilela boots, eu sempre encolho ele um pouquinho porque eu nem sempre estou com vontade de usar aquele coturno de cano alto enoooorme... Daí fica essa coisa aí! Eu paguei 100 reais nele (é de segunda mão). Uma coisa que tá me doendo nesta imagem é os meus seios que ficaram beeem amassados na blusinha (e caídos kkk), porque o sutiã que eu tô usando é uma bosta, tá velho, tá feião e sem graça, estragadão ferrou tudo aí, mas ok.

Nossa tá faltando MUITO uma cinta liga velhooo
Daí a pergunta que não quer calar é: aonde usar um look como esses? Cara, sinceramente eu usaria para sair num parque numa boa... hahahhaha! Serião! Tiraria apenas a meia 7/8 porque acho um porre usar ela assim (sem a cinta-liga), fica deslizando e tal... Odeio sofrer com roupas! Gosto de estar confortável. Colocaria uma meia-calça mais simples (fio 40) e sairia assim mesmo. Caso faça frio eu usaria um cardigã ou uma jaqueta. Para shows acho uma boa alternativa também, porém adicionaria mais acessórios (a cinta-liga né... um arreio, mais pulseiras... um sutiã decente e uma maquiagem também kk) Adoro looks que lembram um pós-apocalíptico e esse me lembrou bastante! Claro que eu poderia ter colocado mais e mais coisas, mas como eu montei só para estrear as meias e o shortzinho de 10 pila. Sobre as fotos, tirei de baixo para cima (não farei mais isso) porque eu ainda não aprendi ajustar para fotos de corpo inteiro, além disso abri a imagem demais, o que fez com que pegasse toda a sala (desnecessário, afinal acabou com o desfoque de campo e a foto ficou feia :/). Enfim, vivendo e aprendendo né? Na próxima não irei fazer isso novamente e tentarei aparecer maquiada e com os cabelos arrumados kkkk... TEEEENSOO!

É isso aí! Beijos!

terça-feira, 8 de março de 2016

Metal Brasileiro: Luxúria de Lilith

Estava há tempos pensando em trazer dicas de bandas (principalmente brasileiras) para o blog, mas sabe como é, nestes últimos tempos eu não tive a oportunidade nem para ouvir algo (tipo o álbum Hordes of Chaos do Kreator que só eu fui ouvir inteiro nestes dias aí... '-'). Mas a partir de agora, sempre que descobrir bandas de qualidade eu corro para divulgar aqui, ok?

E bem... como hoje é o Dia Internacional da Mulher, e nós, como mulheres e feministas, não podemos deixar um dia desses passar em branco, afinal o dia de hoje é sinônimo de luta e igualdade de gêneros e, mesmo assim, estamos constantemente sendo ridicularizadas e diminuídas a "Marias Shampoo" simples e exclusivamente por ouvir metal... Além de termos nossa reputação valorizada apenas se formos inseridas num padrão de beleza. Numa cena extremista, machista e crente de que o mundo gira em torno de pênis, não pelo sol (por mais que a ciência diga o contrário)... Trouxe Luxúria de Lilith como um grande exemplo de música de qualidade, gutural (e em português) e de grrrl power, porque meus amores, tocar black metal e ser mulher infelizmente é quase desafiar a gravidade, principalmente do jeito que a cena está atualmente.

Apesar de formada primeiramente pelo Alysson Drakkar (é um homem ok ashuahus), a banda ainda é um exemplo de "inclusão feminina" no metal, até porque as pessoas só acham que mulheres só podem cantar/tocar música melódica e com vocais "limpos" ou instrumentos acústicos e tradicionais, o que não é uma verdade (inclusive eu particularmente não curto muito metal sinfônico/melódico). Não que isso seja um problema, mas mulheres podem muito mais do que apenas isso. Me entristece saber que há tantas bandas maravilhosas com mulheres cantando/tocando e não há o reconhecimento e babação de ovo que um playboy rebeldezinho fodedor de garotas e falador de merda tem. Claro, porque trata-se de um homem e, no mundo em que vivemos, o homem pode tudo, inclusive tem o direito de "ser feio pra caralho mas tocar muito". Mas se for uma mulher, o quesito beleza, independente do talento, irá contar fortemente, porque para os homens (não todos, é claro... mas infelizmente uma grande maioria) as mulheres não passam de meros objetos sexuais...

Mas  agora vamos falar da banda, que é formada desde meados de 1998 em Goiânia/GO e atualmente composta por Drakkar (ao meio, vocal, bateria), Larkarna (à esquerda, guitarra, vocais) e Arkana (à direita, baixo) e possuem no total 4 álbuns oficiais, sendo que tem mais um para lançar neste ano (Lilitus), que está em produção desde 2014 (prevejo coisas boas). Geralmente a abordagem é sobre vampirismo, ocultismo, sexo, morte, um pouco de misantropia e um satanismo não óbvio, o que gosto bastante porque eu simplesmente odeio aquelas coisas como "vamos estuprar jesus", aff vai tomar no cu, que coisa de criança retardada... Adoro músicas que relacionam temas tabu de uma forma poética e sem cair no cliché, porque convenhamos, ninguém aguenta mais aquela chatice de tudo ser jesus e satanás pisa na cabeça de jesus e zzzZZZZzzzz... Morri de tédio.

Toda a discografia, incluindo álbuns, demos e eps, singles e tudo (é que eu amo as capas hehehe)
Dentro do black metal é comum temas bem tabus serem abordados, mas sempre da mesma forma, o que o torna enjoativo! É sempre a mesma merda! Assim não dá! E falando em abordagem uma coisa que a banda tem de sobra é personalidade. Nas letras os temas são bem evidentes, mas são abordados de forma única (e com sonoridade única também). Sinto que as músicas soam bem góticas por sinal, o que eu gosto bastante e talvez seja esse o diferencial, o que a torna única. Bem, na minha opinião é uma das melhores bandas de metal do Brasil, porque personalidade não falta, conteúdo de qualidade de sobra, além de uma vasta discografia, talento a beça e, para aqueles que falam merda, é porque não entendem que música, acima de tudo, é uma arte, portanto engulam isso: arte não tem limites. Pessoas que só consideram que uma banda seja de qualidade se esta seguir padrões musicais já estabelecidos são pessoas limitadas, tanto racional quanto criativamente falando.

Sobre o que eu sei da banda, confesso que conheci há pouquíssimo tempo (em outubro de 2015 para ser mais precisa), mas desde que a ouvi me apaixonei pela sonoridade e já ouvi os 4 álbuns, sendo o meu preferido A Volúpia Infernal, que inclusive deixarei o vídeo do álbum aqui para vocês:



Minha música favorita é Desejos Infames. A melodia é fantástica! Para quem curte black metal, vale a pena ouvir os demais, não vão se arrepender. Enfim, espero que tenham gostado. Pretendo trazer mais algumas em breve.

Beijos!

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Sobre magreza extrema e "magrofobia"

Magérrima? Palitinho? Será?
Não precisa dizer nada né? Deu para perceber somente com esta foto que eu não chego nem mesmo aos 55kg em 1,70m. Só que eu estava/estou passando por uma fase emocional bem complexa, o que me causou uma alopecia (queda de cabelo) e perda de peso, resumindo... Estou ainda mais magra que o "normal", pois pesava 56kg no começo de 2015 e atualmente peso 49kg. Isso se deve a fatores genéticos (tenho tendência a ser magra, bem magra) e ansiedade que, ao invés de me fazer comer, me faz ter nojo de comida...

Mas aonde eu quero chegar com tudo isso? Na verdade eu quero chegar a um conceito que ultimamente tenho visto pela internet chamado "magrofobia". Em que pessoas magras que ficam ofendidas ofendidas com termos pejorativos ao seu biotipo e se sentem inferiorizadas. Mas, cá entre nós gente? Vocês acham mesmo que existe magrofobia? Eu, como magrela, posso dizer que sim, já fui alvo de piadinhas na escola, mas se liga nesta humilde parábola que eu vou contar para vocês: no meu ensino médio, um garoto na escola me disse que, para eu arranjar alguém, eu deveria "engordar" um pouquinho mais, pois eu sou muito magra... Na época eu não entendia o que era isso, mal sabia o que era feminismo também, então como ele era gordo eu mandei ele malhar um pouquinho, porque as garotas não iriam querer ele gordo e fedorento como ele era. Daí foi o turn down for what do dia e, mesmo eu sendo ridicularizada pelo meu corpo, quem ficou ridicularizado no final foi ele com a minha resposta. E sim! Porque ele era gordo!

Percebam que eu saí "vitoriosa" neste momento, porque apesar de tudo, meu corpo, mesmo sendo magro, é mais próximo do padrão de beleza estabelecido do que um corpo gordo, então ao mandar ele malhar um pouquinho, eu além de ter dito que "errado é ser gordo", associei a palavra "gordo" a um esteriótipo de inferioridade, chamando-o "fedorento". É, ninguém me chamou de magra fedorenta, muito menos que eu como feito uma porca, não me diminuíram ao nível de um animal irracional por conta do meu peso e pela forma que eu como. Para vocês terem uma ideia, antes desta minha fase quase que anoréxica eu comia feito uma louca mesmo, tipo barras e barras de chocolate, salgadinhos e diversos lanches, comia três pedaços de pizza por semana e nunca fui associada a uma porca por conta da minha gula. Vejam por outro lado, se eu fosse gorda, todo mundo iria falar: "também né, tá gorda por causa disso" ou pior: "come feito uma porca, baleia gorda!" e outras expressões ridículas que nem vale a pena colocar por aqui.

Gisele Bündchen 
Mas aí tem gente que fala: ah, mas me chamam de pernas de sabiá, passarinho, palito e la la lá. Tá, isso é uma verdade, mas vamos direto ao ponto. Aqui no Brasil, há um padrão de beleza que inverte um pouco o padrão estabelecido na Europa por exemplo. Na Europa, quanto mais próxima do padrão Gisele Bündchen você for, mais valorizada é a sua aparência. E me digam, o que é o corpo de Gisele Bündchen? Magreza em um corpo altíssimo, pele clara e olhos claros, além de seus cabelos serem socialmente aceitos por serem ondulados e claros (não sei se ela tinge, mas foda-se). Enfim, o que eu quero que vocês entendam é: magreza é muito mais associada a "virtude" do que a um "defeito".

Eu já ouvi muita piadinha sobre o meu peso, mas na mesma proporção dos xingamentos já ouvi também muita gente falar: "nossa, mas você magra assim e com essa altura deveria ser modelo" ou "você tem pernas de boneca" ou "você tá bem magra, mas é só ganhar um pouquinho de massa muscular e seu corpo ficará perfeito". Uma listá imensa de frases que não caberia aqui neste post. Para vocês verem, se eu fosse gorda, ninguém falaria: "nossa, dá pra ser modelo com esse corpo" ou "você tem pernas de boneca", muito pelo contrário, iriam dizer que ou eu sou preguiçosa: "deveria malhar para ver se perde esse peso" ou eu sou glutona e sofro de ansiedade, além disso iriam assimilar o meu biotipo ao corpo de um animal e pior, associariam o meu peso a minha situação amorosa ou capacidade de amar, além da libido, como se pessoas gordas não pudessem transar, ou namorar ou casar e terem filhos.

Eu
Percebam também que o padrão de beleza europeu é seguido pelo resto do mundo, salvo raras exceções, portanto um magro está muito mais próximo do socialmente aceito do que um gordo. Engulam isso. Simples gente, magrofobia não existe, o que existe é um machismo maldito imposto em cima das mulheres, para que elas adequem se ao padrão de beleza que os machões acreditam que deva ser o certo. É como debater racismo inverso e heterofobia, é como debater white power, não faz sentido, velho, puta que pariu!

Rezemos para um mundo menos irracional e com menos playboys vitimistas, certo? E magros, amem-se mais, porque vocês mal percebem que estão na condição de opressores, é tipo os brancos que se fazem de vítima quando passam o ano zoando na escola, daí vão mal no vestibular, não acertam porra nenhuma e põem a culpa na reprovação deles em quem? Na reserva de 5 vagas para negros em um curso. Desculpe-me mas vão se foder! Eu não recebi nenhuma cota (pois fui bolsista em escola particular) mas mesmo assim sou 100% a favor de que existam mais alunos oriundos de escola pública (brancos e negros) nas universidades. Sou a favor das cotas sim, e minha opinião só mudará quando a educação pública for igual ou superior a particular. Fim de papo!

Ah! Lembre-se, magro que você não precisa passar o perrengue de procurar roupas com tamanhos maiores, não tem a obrigação de mandar encomendar peças íntimas ou outras roupas, minha mãe estava hoje falando sobre isso e acabei de lembrar. Bem, passaria o dia listando as vantagens de ser magro na nossa sociedade. Então bora combater a gordofobia! Essa sim existe! E mata!

Beijoões!!!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Falso Feminismo, Femen e Sara Winter

Sim, as três palavras-chave do início deste post tem todo sentido. Eu posso não ser especialista no assunto quando se trata de feminismo, mas não é por isso que eu não vou me considerar feminista e poder dialogar sobre isso aqui no blog. Sou feminista sim, até o final dos dias da minha vida. Enfim, o que me fez escrever este post foi a ardência que me deu nos olhos ao ler um post no blog maravilhoso da Lola, falando sobre a "ex-feminista" Sara Winter, que é uma desequilibrada que queria defender os direitos entre homens e mulheres usando o nome de uma nazista (oi? lógica? cadê você?). Sim, a criatura tem coragem de se dizer feminista e usa o nome de uma mulher abertamente fascista para ir às ruas em nome do "feminismo". Para vocês verem que o mundo tá bem perdido. Para vocês perceberem que não é porque a pessoa usa moda alternativa que o pensamento dela também é. Prova viva.

Essa mulher: não seja essa mulher.
No post da Lola, que deixei no link no parágrafo acima, tem um pouco do histórico da moça, que aos 17 anos era abertamente ligada ao nazismo e simpatizante de partidos de extrema direita, enfim, um monte de asneiras. Daí a criatura se mudou para a Europa e começou a fazer parte do famoso FEMEN, um movimento pseudo-feminista (para vocês terem noção nem eles mesmos se consideram feministas, sei lá que porra é aquilo) bem famosinho por sinal, que são algumas moças europeias que fazem protestos bem extremistas, saem nuas e tal. Daí ela saiu dessa droga e veio para o Brasil fazer o Femen BR. Acontece que agora ela desistiu do feminismo e agora se tornou uma reacionária, a favor de pérolas como o famoso Bolsomerda (Bolsonaro) que é o Hitler contemporâneo, né não? E escreve um monte de merdas para desfigurar o feminismo. O pior disso tudo é esse marionete se unir a uma desgraça chamada Marisa Lobo, um traste de psicóloga (eu acho que foi por essa psicóloga que a Sara Winter passou) que é a favor da cura gay e anti-feminista, enfim, uma reaça daquelas...

Extremismo estético, mas a mente é rasa...
E aonde eu quero chegar com tudo isso? Que pelo amor de Baphomet, essa criatura nunca foi feminista e nunca será pelo jeito. Uma pessoa que não sabe o que quer, e pior,  muda de opinião puramente para chamar a atenção. Sabe o que você quer querida? ATENÇÃO. Você quer atenção? Coloca uma melancia na cabeça, ou pior, fala que você é a favor que mulheres que são mães ganhe menos, ou que você acha legal as ideias doentes do Bolsonaro! Você não quer direitos iguais para homens e mulheres, você quer ser a gostosinha revolucionária que chama atenção! E ficou de mimimi porque que as feministas não estão nem aí para você, ora, mas é claro! Uma pessoa que não tem confiança nem mesmo no que pensa, você acha mesmo que alguém vai confiar em você? Se nem você mesma sabe o que quer querida! Decida-se! E sim, a direita tradicional tá te fazendo de fantoche! na verdade eles não confiam em você, é porque eles sabem o quanto você é desequilibrada e manipulável. Eu acho que pelo menos meter essa sua fuça em um livro faria diferença (ou uma consulta no psiquiatra). Seus discursos e atitudes extremistas não servem de nada, a não ser para mostrar o quanto você é infantil e manipulável. Na boa, se eu fosse você criatura, não ficava se cagando ainda mais falando essas merdas na internet... Eu tenho muita pena de você, na boa.

E cara, sabe o que mais da dó? É que essa infeliz vai ser zoada pela direita, porque ela se veste como uma "vadia". Ela tem sidecut, ela usa moda alternativa, ela tem tatuagens e usa maquiagem forte, enfim, acho que você não tem muito futuro por essas bandas não... Já vi alguns dizendo que para ela ser da direita mesmo ela terá que "emagrecer um pouquinho" e tirar "essas maquiagens pesadas". Enfim, tá fazendo outra merda agora. Ela se supera a cada dia. Nunca vi algo igual!

Enfim, estava com vontade de compartilhar por aqui porque entra muito nos nossos conceitos de alternatividade. A gente se considera alternativo e se depara com certas pessoas promovendo discurso de ódio por aí sem entender tamanha contradição. Tá aí a prova de que nem sempre ter um cabelinho colorido te faz revolucionária. 

Beijos!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Bruxaria: Conhecendo o Tarot e Baralho Cigano

Gente, como passaram o ano novo? Eu passei 99% do tempo ouvindo Wesley Safadão no último volume, para variar um pouco né... Mas no final eu fiquei 1% ouvindo Bauhaus. AJhsuahushaushaus parei. Tô aprendendo a dirigir e daqui a pouco to saindo feito louca por aí! Peguei rápido e já tô aprendendo a baliza porque né, eu sou demais... kkkk Eu tô esperando ansiosamente aqui pela nota do ENEM e vocês nem sabem o quanto eu passei mal hoje, de nervoso. Tontura, queda de pressão, mas não tem muito a ver com a prova não, porque dormi feito um anjo! Eu nem sei porque tamanho desespero irracional da minha parte. Acho que é aquela pressão demoníaca que as pessoas fazem em nós. Dá nisso. Tô aqui com a página do INEP aberta, mas até agora nada.

Baralho
Enfim, após atualizar um pouco da minha vida, vamos para o que interessa. Nesta semana eu resolvi pesquisar um pouco sobre o Tarot. Eu SEMPRE sempre sempre tive muita curiosidade a respeito, mas nunca tive "coragem" de jogar porque simplesmente eu nunca havia lido nada sobre o assunto, então enrolei até que nesta última semana de dezembro eu resolvi ler um pouco e testar. Pelo que eu sabia, você tem que escolher um local legal, estar bem concentrada(o), longe de todo tipo de influência sonora possível para que os resultados não sejam nebulosos. Existem diversos Tarots, tipo o de Maselha, que é bem famoso, mas tem 78 cartas. Escolhi o Baralho Cigano, por ter a forma mais "fácil" de interpretar, além de não exigir taaanto conhecimento, pois são apenas 36 cartas. E com estas 36 cartas há várias formas de jogar. Você pode escolher 1 carta, pode escolher 3 cartas, pode fazer um jogo de 5 cartas sendo que uma complementa a outra.

Daí vocês me perguntam: aonde você encontrou um baralho para jogar? Na internet mesmo. Pensei: por que não? Mal tenho dinheiro para comprar um e também não iria arriscar em algo que eu não testei. Eu joguei primeiro aqueles baralhos feitos de JavaScript, que funcionam fielmente devido a escolha 100% aleatória das cartas. Praticamente um baralho perfeito, a diferença é que você não consegue tocá-lo, o que eu acho um pouco ruim, mas logo logo eu vi resultados surpreendentes e acredite se quiser: completamente coerentes com a questão. Até me animou em algumas respostas, porque as cartas podem não só te mostrar se tal questão possui um ar positivo, mas te mostra formas de superar obstáculos, se houver. Acho que o baralho cigano não serve para adivinhar a sua vida inteira, mas para o auto-conhecimento. Você tem a chance de repensar em tais questões e ver se fazem sentido ou se você está agindo por impulso, se você deveria se desligar um pouco da questão e pensar mais no presente... enfim, uma infinidade de respostas que mesmo tendo certo ar negativo, elas te ajudam a ter um pouco de segurança e, ao mesmo tempo, pé no chão para não esquecer que nem tudo é flores.

Eu recomendo, principalmente para as leitoras pagãs que ainda não testaram o tarot por receio de dar errado ou por não saber usar mesmo. Recomendo que leiam o blog Oficina das Bruxas. Lá tem um conteúdo de qualidade e fala sobre todo os tipos de tarot. :)

E é isso aí por hoje!
Beijos!

 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Apropriação Cultural ou Estilo Próprio?

Eu fico puta de ver que mesmo todo mundo estando careca de saber que estamos em um mundo globalizado e 90% culturalmente unificado, ainda tem gente que briga porque acredita que deva existir cultura de branco, cultura de negro, de asiático e assim por diante. Poxa, começando pelo rock. Eu já ouvi muita gente negra falando que não ouve porque é "música de branco".... ??????? Mas como assim música de branco? Por acaso você sabe quem criou o rock e de onde ele veio? Sim, é difícil de engolir, mas o rock possui contribuição fortíssima da cultura negra. E o heavy metal também, porque apesar de se tratar de um estilo mais contemporâneo (e de forte presença "branca") isso não anula a sua origem. Então porque tanto bla blá blá?

Eu de boas dando uma de Mona Lisa para ilustrar este post.
Mesma coisa é o reggae e os dreads, a umbanda, o turbante, o candomblé, a cultura budista, a cultura JAPONESA né Brasil que adora mangá e anime, a dança do ventre... As esfiha do Habbib's... Gente, era para ser algo normal aqui no Brasil, por se tratar de um país de multiculturas. Nós temos em um lugar só o índio, temos o branco, temos o negro e o asiático, mas mesmo assim as pessoas ainda insistem em promover discurso de ódio e de qualquer maneira, sobre qualquer coisa. O legal (e normal) era a gente respeitar mais o próximo e sua cultura e, por que não misturar as culturas? Eu tô falando aqui sobre isso justamente porque eu vi na internet uma manifestação negra contra a "apropriação cultural", em que havia um cartaz escrito: "tire suas mãos brancas dos meus dreads e lá lá lá... (não me recordo o resto)"... E gente: pra quê isso? Tá, vamos ser sinceros que um branco de dreads é sempre considerado como "estiloso", já negro de dread é vagabundo, é mendigo... Mas, estas pessoas já pararam para pensar que às vezes, um cara branco, por usar dreads, pensa em contribuir para igualdade humana? Nem sempre um branco, ao usar dreads está querendo ser superior a um negro. Arrisco a dizer que seria bem difícil disto acontecer.

Mesma coisa é o rap. Vamos ser sinceros novamente que, a Azealia Banks, por ser negra, dificilmente é citada e convidada para festivais de música, e todas as suas polêmicas e críticas sobre o preconceito existente na música é sempre tarjado de vitimismo... Diferente da nova sensação do rap Iggy Azalea, que mal chegou na indústria da música e já é bem conhecida. Percebam, não estou diminuindo o trabalho dela, mas mostrando que os níveis de reconhecimento de uma negra cantando música negra e de uma branca cantando música negra são bem diferentes. E isso é muito ruim, mas percebam... O problema não é a apropriação cultural. O problema é racismo. Simples. É muito mais aceitável ver uma mulher branca cantando rap do que uma mulher negra, assim como também é mais fácil ver vitimismo quando um negro fala sobre racismo, mas quando um branco fala sobre racismo aí ele é o maioral.

Eu preta branca índia, tudo ao mesmo tempo, com muito orgulho, mas ignorem as toalhas do banheiro.
Bem, sobre o estilo próprio que citei no título, é fácil imaginar sobre o que estou pensando. Imagina só se o branco só fizesse coisas pertencentes a cultura branca, o negro e o asiático também. Cada um viveria na sua vidinha fazendo sempre as mesmas coisas e meu, cadê a identidade própria nestas horas? E o pior, eu penso nos mestiços, que não são nem um nem outro. Eu, por exemplo, sou mestiça. Sou a mistura forte de três etnias e mais algumas outras porque tem de tudo na minha família, desde o mais branco até o mais preto. Então eu faço apropriação cultural a todo momento? Será mesmo? Mas eu tenho tanto sangue de preto quanto de branco em mim... E agora José? Tá vendo que não faz sentido? Não no mundo de hoje, isso NÃO faz mais sentido! E ainda tem gente tosca que defende racialismo, que é um forma "abrandada" de racismo. Também não faz sentido.

Isso me lembra o Varg do Burzum. Porra, qual é a importância de defender a droga da "cultura branca" sendo que ninguém neste mundo é puro? Qual é o objetivo de fazer pessoas casarem com pessoas de mesma etnia? É zerar as possibilidades de alguém "de fora" compartilhar da genética dele, por que? E qual é o problema de compartilhar? E meu, se você não quer casar com uma pessoa não-branca, isso é problema seu, mas querer que isso vire regra para os outros é babaquice. E outra, se o black metal chegou a virar black metal um dia, ele querendo ou não, gostando ou não, deve agradecer aos negros que deram início ao rock n roll. O black metal não surgiu de uma explosão nórdica espontânea, né não? E ainda tem retardado que defende as ideias deste otário. Meu nível de admiração por uma banda acaba quando a tolice do(s) integrante(s) ultrapassa a qualidade da música. É tipo o Dave Mustaine... eu passei a "odiar" o Megadeth depois da chatice religiosa dele. Cara ficou véio e chato... pqp. Retardado. As pessoas envelhecem e crescem psicologicamente, ele só fez regredir, acho que foi as drogas que fizeram isso com ele, não é possível.

Enfim, o que eu quero concluir com isso é que o Varg e aquelas pessoas que participaram da manifestação contra a apropriação cultural são tudo farinha do mesmo saco. Eu uso o que eu quiser. Hoje eu tô usando turbante, amanhã eu aliso o cabelo e depois eu tô usando dreads de novo.  Eu ouço reggae, eu ouço metal, ouço a droga que eu quiser. E também desenho mangá, faço ballet e dança do ventre e se reclamar, eu faço karatê também e uso o bindi das indiana porque eu quero. Não estou a fim de diminuir ninguém, muito pelo contrário, valorizo a cultura de cada lugar, da mesma forma. Então dane-se e beijos!

sábado, 12 de dezembro de 2015

A realidade sobre cena alternativa de São Paulo

Muitas vezes eu vejo por aí as pessoas falando que é difícil ser alternativo em cidades pequenas, porque o bafafá é grande e muitas vezes (senão sempre) você vira motivo de piada. Algumas destas mesmas pessoas costumam falar também que é mais fácil ser alternativo em cidades grandes e metrópoles, pois a aglomeração de pessoas é maior e, consequentemente, há mais pessoas da cena, o que facilita a tolerância pelos demais. Certo?

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Até aí tá até que certo... na teoria. Tá, aqui em São Paulo tem sim uma cena bem presente. Me arrisco a dizer que a cada quinze pessoas que eu vejo pelo menos uma é, visualmente falando, pertencente de alguma "tribo urbana". Seja gótica, punk, headbanger (estes últimos principalmente), hipsters e rockabilly aqui é até que fácil encontrar. As pessoas são acostumadas sim, mas uma coisa que eu necessito informar a vocês: principalmente a quem não mora na zona metropolitana de São Paulo é que o povo aqui é bem desunido! Na verdade as pessoas vivem cada um em sua vida, assim como as outras pessoas que "se vestem normal". Não é flores como vocês imaginam não.

Ultimamente as pessoas estão muito seletivas, e quando digo "seletivas" me refiro a um modo geral. Antigamente era bem comum encontrarmos estes encontrinhos que hoje a Rúbia (Nosferotika) trouxe de volta das trevas (é um revival! Continue fazendo, sempre!) e, hoje em dia é raridade. Na Rua Augusta, um dos ponto de encontro dos góticos de SP, virou alvo de um público bem chatinho, se é que vocês me entendem. Baladinhas caras e sem graça, muito mimimi nas calçadas e criancinhas de 14 anos sendo paradas pela polícia... parte engraçada do rolê. Sei lá, não há mais "música" no contexto, mas sim visual, e quando me refiro ao visual, acrescente um padrãozinho de beleza em cima. Sim, aqui a cena está cada vez mais conservadora e superficial.

Tem dias que eu fico pensando: cara que porra essas pessoas estão fazendo misturadas ao público alternativo? Que que elas querem aqui? Ou eu sou muito estranha ou o mundo está perdido mesmo. Eu, sinceramente tenho poucos amigos alternativos... Eu até parei de andar em bandos, porque sinceramente a cada dia que passa a gente encontra um rebelde reacionário pagando de fodão. Isso é patético e me faz dormir, prefiro assistir um culto evangélico.

Bem, a ideia não era destruir a cena de São Paulo, até porque salvemos as beldades que encontramos por aí e pela blogosfera, né não? Muitxs meninxs representando a cena alternativa com vigor. Mas a ideia mesmo era mostrar que não tem a desculpa de  não se montar porque você mora em cidade pequena, porque julgamento tu vai ter em qualquer lugar. Desencanem dessa ideia que morar numa cidade grande irá resolver seu problema que não vai... Sejam felizes, da forma que vocês são, aonde puderem, porque hoje em dia a coisa tá bem feia.

Espero que tenha sido útil!
Beijos!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Trash Goth: Ensaio básico de hoje

Como prometido, eu falei que iria trazer mais fotografia para cá, mas além de eu não ter saído nestes últimos (milhões de) dias (anos), onde eu moro, infelizmente não ajuda na iluminação e as fotos ou saem estouradas de luz ou saem completamente escurecidas e sem graça. Além disso o tempo aqui em São Paulo tá meio louco, um céu nublado e escuro daqueles que a gente olha no relógio e não acredita que ainda seja meio dia por conta da escuridão. Aparenta ser bem mais tarde. Isso porque estamos em horário de verão.

Eu sempre
E como sempre, né gente, eu não fiz pele não. Só passei um primer e um pouco de protetor solar, porque sinto que os dois sozinhos já dão uma ajeitadinha na pele e uniformizam o tom. Tentei usar base mais ficou uma caca tão grande que eu resolvi tirar tudo. Nos olhos eu só usei rímel e beeeem pouquinha sombra na pálpebra móvel, para dar uma profundidade. O batom é o pretão da Color Make. *-*

Cara de paisagem
Como havia dito em outros posts, ultimamente ando gostando mais de usar bastante preto e mesclar com uma cor ou outra, mas algo bem sutil, como um azul ou um verde. Meu cabelo, como dá para perceber não tem nada, a não ser ressecamento e 9 aplicações de henê kkkkk. Ele tá bem ressecado mas eu não me importo, até gostei do formato dele nas fotos. Ficou um misto de trad goth com um gótico vitoriano, e é bem isso que eu gosto. Na verdade fiquei muito feliz com as fotos. Elas dizem muito sobre mim.

:)
Sobre a minha vida, eu estou esperando o resultado do enem aqui, muito esperançosa para poder realizar o sonho de sair de casa, porque a cada dia que passa, me sinto mais presa aqui dentro, é como eu já fizesse parte dos móveis da casa. Quero muito começar logo o meu curso de design gráfico e realizar o meu sonho de morar em outro estado. A unesp, bem eu não passei por 1 (isso mesmo UM) ponto, fiquei abaixo da nota de corte. Mas como falei, às vezes a vida fecha uma janela mas abre uma porta, talvez o enem seja essa porta que está prestes a abrir para mim e talvez eu seja bem mais feliz do que se eu fosse para a unesp. Se eu chorei? Bem, não... na verdade eu nem me preocupei, pois ao sair da prova já tinha sentido que tudo já tinha dado errado. Eu fiquei mais triste no dia da prova do que no dia do resultado. Mas estou super confiante no enem e algo diz para mim que algo muito bom me espera. *-*

Eu fingindo que eu sou fofa.
Os baguio do banheiro disse oi
Desfok kkk

Essa blusa é beeem antiga e a segunda pele é meia calça velha. A gargantilha é do ebay
Esmalte disse oi... e essa foto é tão eu

E se eu saio assim na rua? Saí domingo assim no shopping Taboão, aqui na cidade onde ou moro. Coloquei uma saia longa e nos pés um creeper. Resultado: só deu eu. E eu não ligo. Claro que tem horas que as pessoas ficam tipo: "oi?" para você, mas se você está bem assim, para que se preocupar, né não? Uma das minhas divas inspiradoras quando o assunto é "sair do jeito que você realmente quer" é a Inês Brasil. Sério gente, ela é um doce de pessoa e ainda tem tanta personalidade que não cabe dentro dela, e ela tá pouco se lixando se você não gosta dela, ela sai com um vestidinho do tamanho de uma blusa e dane-se, acho isso fantástico! *-*

Enfim, tinha outras fotos, mas algumas figaram muito escuras e deu uma puta de uma preguiça para editar, além disso não ficaram tão boas, tipo ficaram tão forçadas que eu nem quis colocar aqui kkkkkk vergonha alheia. Não gosto de passar uma coisa que eu não sou. Bom e é isso! Espero que vocês tenham gostado! ♥

Beijos!