domingo, 9 de julho de 2017

O quanto eu "evolui esteticamente" nestes últimos anos

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Para quem não sabe eu sempre fui fã de moda alternativa mas só comecei a me vestir da forma que eu sempre quis mesmo quando comecei a trabalhar, aos 17 anos, depois do fim do terrível ensino médio que comecei a me interessar pela minha aparência novamente. Tudo isso está relacionado a depressão e ansiedade também, a baixa auto estima, a minha escoliose, meu corpo, a minha acne grave que não me abandona,  a auto desvalorização, tinha dia que nem me olhava no espelho, porque eu simplesmente odiava o que via, eu me sentia o maior lixo, eu vivia completamente apática a mim mesma, não sei nem como estou viva, talvez seja pela minha frieza extrema em lidar com as emoções.

Esses dias estava pensando o quanto que eu ficava nervosa só de pensar em sair de casa com um batom preto, por medo da rejeição, de passar por tudo aquilo que passei antes, eu sou psicologicamente traumatizada então não consigo acreditar em nada e em ninguém infelizmente... mesmo que hoje eu use na rua sem ligar pra o que vão dizer de mim me encontro em um dilema com a minha aparência sempre. A auto cobrança de quem é psicologicamente abalado chega a ser pertubadora, ainda mais quando se abre uma página de rede social e se deparamos com milhares de lindas modelos alternativas, com a cara entupida de maquiagem, milhares de curtidas, bla bla bla... Quando posto uma foto no instagram ou no facebook por exemplo, sempre ficava olhando e olhando a foto por horas para ver se tinha algum defeito, quando eu encontrava qualquer defeitinho mínimo eu apagava, porque eu queria ser perfeita a todo custo. E infelizmente continuo assim, por incrivel que pareça. Hoje me sinto mais até mais bonita e estou aceitando mais meu padrão de corpo, cor de pele (ainda preciso trabalhar demais nisso), e meu biotipo magra esquelética, mas mesmo assim me sinto meio enojada do meu corpo e do meu rosto.

Eu só tenho mais curtidas nas minhas fotos quando eu pareço uma menina branca, se eu tiver com uma foto no meu tom natural de pele... poucas curtidas. Eu to tentando aceitar meu bronzeado, minha pele morena como ela é, mas você acha que é fácil? Vendo tanta gente cor de papel nas redes sociais? Já pensei em "me livrar" do estilo gótico por causa dessa minha pira em parecer um papel e me aproximei mais do meio metal que não tem muita cobrança estética, pensei em ficar em um estilo mais clássico também como o medieval e o vintage. Comecei a seguir mais modelos que sejam mais parecidas comigo esteticamente e também pela fisionomia, porque eu sempre acho algum defeito no meu rosto que é inaceitável na minha cabeça. Aí logo que via as modelos e páginas de metal ou de folk já me batia a auto estima baixa outra vez. Não sei explicar porque continuo assim, sendo que passei anos e anos persistindo na minha auto estima. Sou completamente fodida pelo meu próprio consciente, isso parece loucura.

O que eu descobri esses últimos tempos é que eu ainda tenho (mesmo que indiretamente) essa meta de perfeição na minha aparência, cada seguidor que eu perco com uma postagem destroi o meu psicológico, mesmo que eu não queira, se minha foto não chegar a 100 curtidas eu fico me sentindo feia ou a odiada, a sem graça, esquecida... Parece uma postagem de zoeira mas não é, estou falando isso porque ultimamente eu voltei a usar as redes sociais e mesmo nesse período horrível que eu estou passando tentei voltar ao normal, fazer amizades (mesmo que sejam amizades virtuais)... enfim...

Tentar ser alguém normal quando nós passamos por crises internas e mudanças abruptas é uma tortura, pior que surra. Dói tanto mas ao mesmo tempo não sinto nada, e ao mesmo tempo sinto tanto que torna tudo aquilo muito mais doloroso e logo depois me torno apática de novo. É uma roda da fortuna, hoje eu confesso que estou ficando enjoada do estilo gótico, não por não gostar mais, mas porque eu enjoo vestir as mesmas coisas todos os dias, me cansa...

Mas eu pretendo resolver isso da minha auto estima indo atras de psicologo, novamente... e procurando adaptar meus gostos ao meu estilo de vida, não adianta nada eu querer ser alguém que não sou também só para agradar os outros sabe? É isso...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Desisti da faculdade + O que é sucesso na vida?

É, eu desisti da faculdade. Não do meu sonho, mas só da faculdade mesmo. Se eu estou feliz? Não muito, mas também acredito que se eu estivesse naquele lugar também não estaria muito satisfeita. O que eu pretendo fazer agora? Pesquisar. E muito. Andei percebendo nestes últimos tempos o tanto que minha vida passou diante os meus olhos por conta do temido vestibular.

Fiz a merda de uma prova fodida de difícil, passei anos ralando para poder ter a merda de um número de matrícula em uma universidade pública. A pergunta é: pra quê? Pra quem esse esforço todo se foi? 3 anos ralando e onde foi que todo esse tempo se enfiou? Isso mesmo: em nada. Ai se eu tivesse uma pessoa para ter me dito isso quando eu tinha 16 anos. Me dar um tapa na cara e falar assim: "ô idiota,  para de achar que sua vida depende de status em universidade, você é bem mais que isso". Mas como diz a minha mãe, não adianta chorar pelo leite derramado não é mesmo? O que passou, passou... O tempo não para, a vida é uma só... E esse mantra pode nos ajudar e ao mesmo tempo nos deixar paranoicos querendo viver a vida enquanto vê-la passando diante dos olhos... é um dilema.

"O que eu sei fazer? Por que que eu nunca ando pra frente?" Essas perguntas não param de me perseguir, o tempo inteiro. Sinto que estou estagnada, porque o tempo que eu devia estar me descobrindo eu estava decorando fórmulas de física e figuras de linguagem. Se eu me arrependo? De jeito nenhum, só não deveria ter levado a vida tão à sério e ter deixado de lado quem realmente sou. Por um lado, a faculdade me ensinou coisas novas, me trouxe novas experiências como morar sozinha, ainda mais no interior, conheci gente diferente, tomei vários baldes de água fria quando eu precisava cozinhar + trabalhar e estudar, tudo ao mesmo tempo. Sair das asinhas dos pais dói e ao mesmo tempo ensina muito. Então não, não foi ruim ter prestado vestibular, não foi ruim ter apostado a vida naquela vaga, eu aprendi muito nesse 1 ano de faculdade, muito mais do que nos 18 anos sendo protegida pelos meus pais.

Mas e daí? E agora? O que eu vou fazer daqui pra frente? Preciso trabalhar, preciso ter minha liberdade de novo... Mas pra isso preciso saber quem realmente sou... Por que eu estou na terra, o que faço aqui? As crises existenciais já vivaram rotina. O que eu sei fazer? Não paro de pensar nisso! Eu acho que sei escrever... legal. Sei fazer paranoias e ser dramática de vez em quando, cheirar gatinhos, cuidar de plantas, sei dançar muito bem, sei cuidar de crianças, sei ensinar e aconselhar de uma forma racional, sou boa em esportes, desenho bem, pinto bem, sei costurar e ser muito criativa, sou boa em lógica, tenho pulso firme e pé no chão, sei ver as coisas de outros pontos de vista, sou observadora e detalhista, o que me torna alguém extremamente preocupada com a perfeição, sou uma boa amiga e tento ser gentil até mesmo com aqueles que me cospem ódio, não guardo rancor, a simplicidade é minha alma.

O que eu quero dizer com isso? Que a gente tem nossas próprias virtudes, nem sempre a gente sabe fazer aquilo que a sociedade valoriza. Às vezes nossos dons caminham em outras direções, e isso não é ruim. Somos uns diferentes dos outros, temos cada um nossa própria e única beleza e personalidade. Por muitos anos achava que ter os dons que eu tenho era uma coisa "ruim", porque eles não servem para o fodido e lixo mercado de trabalho. Uma vez meu namorado disse pra mim algo que nunca havia pensado: as vezes as mulheres tem vergonha de assumir dons, que são considerados pela sociedade "femininos". Eu sempre achei mesmo que essas coisas pelas quais eu era muito boa eram de "mulherzinha" e não tinham importância nenhuma e não faria nenhuma contribuição social com elas... Mas qual é o problema em ser coisa de mulher? E o que é ter importância de alguma coisa?

O que é ser importante na nossa sociedade? Ser considerado importante é estar inserido em um padrão que é reconhecido por uma grande parcela de pessoas. Ser alguém bonito, ser alguém inteligente, ser rico, muito corajoso, de sorte ou ser famoso por alguma coisa relacionada a essas coisas que citei. Ou seja, é muito difícil você estar inserido em alguma desses padrões sociais, o que torna o sucesso algo como um conto de fadas, percebe? Não to sendo niilista, mas sou realista e percebo que esse sucesso profissional que tanto almejamos muitas vezes não agrega em nada.

Esse sucesso não é o sucesso de todos. O sucesso é aquilo que você vira a noite fazendo... Você fica tão empolgado e feliz que nem vê a hora passar. Isso é o sucesso. Ele não vem do reconhecimento alheio, mas sai de você mesmo. Sucesso é aquilo que eu chamo de o brilho da alma. A gente tá feliz com quem somos, aceitamos nossos defeitos e fraquezas, estimulamos outras pessoas a serem mais humanas através da nossa simplicidade e tentamos não fugir daquilo que nos deixa feliz de verdade. Se você tem sucesso interior as pessoas notarão o brilho da sua alma. Não corra atrás do sucesso "social" corra atrás desse sucesso pessoal. Invista nele, busque aquilo que você enlouquece de felicidade, que te tira do chão e dá vontade de viver mais e mais. Invista em quem você é e verá o sucesso.

Experiência própria.
Beijos! :3