sábado, 31 de janeiro de 2015

Como cheguei ao mundo alternativo (versão 2.0)

Atualização 06/01/15: Resolvi reescrever este post por tê-lo escrito em um momento de furia e rapidamente (peço perdão pelo momento), daí não ficou a cara de um post que era para servir como uma ajuda a quem está no mesmo barco que eu. Enfim, eu apaguei sim a postagem que estava aqui anteriormente em 17/11/14 e como ela não estava me agradando resolvi dar um novo texto a este local, de uma forma mais branda, objetiva e menos emotiva.

Nada como a gente reler nossos pensamentos, não é?

Atenção: este texto contém partes da minha infância e você vai achar que eu sou retardada, mas eu deixo um recadinho: eu não sou mais assim gente.

Enfim, eu não comecei "nesta vida de ser diferente" de ontem para hoje. Eu sempre tentava mostrar quem eu era desde meus 11 anos, em que já curtia algumas musiquinhas que não chegavam a ser o que eu ouço hoje, muito pelo contrário, eram músicas praticamente infantis e não sabia de nada de música.

Em 2007, em plena época dos Emos e From Uk's, confesso que eu seguia alguns padrões estéticos, mas nunca cheguei a ouvir as músicas da tribo, era mais porque eu gostava mesmo de ser "diferente". Para quem não sabe sempre gostei do que hoje chama-se de nu metal e rap metal, e na época eu chamava isso apenas de... rock.

Eu não chegava a ter o cabelo desta forma, mas vestia sim algumas roupas e acessórios '-'
Na verdade, eu ouvia principalmente Evanescence, Linkin Park, Goo Goo Dolls, Fall Out Boy e algumas outras coisas por aí perdidas no tempo. Cheguei a ouvir também Jonas Brothers mas confesso que não era muito chegada ao estilo deles não, hahaha. Achava eles bonitinhos thurhukinhus coisitas fofita da mae modeus (coisa de menina abobalhada de 12 anos), nada muito diferente. =P

Eu, apesar de não conhecer tão bem o heavy metal (e eu tinha um preconceito maldito do heavy metal, hahaha, olha só como o mundo dá voltas, culpa da minha mãe) e achar que era um estilo demoníaco e tal, já seguia alguns padrões estéticos que me agradavam, nada muito chamativo, coisas bem simples como pulseiras de tachinhas, brincos de caveira, anéis e cintos também.

Meu look em 2007
  1. Colar de Guitarra - usava e me achava \o
  2. Jaqueta de Couro - tinha apenas 1 e vivia com ela
  3. Meia-calça arrastão - eu sempre usei apesar de minha mãe viver falando mal por parecer de prostituta, mas nunca liguei pra isso não. u.u
  4. Barbie da Tokidoki - sim eu sempre fui apaixonada por Barbies (inclusive tenho as minha até hoje) e meu sonho era ter uma Tokidoki
  5. Piercing de Língua - meu primeiro piercing eu fiz com 14 anos só que não foi na língua e sim na orelha mas eu sempre sonhava com um piercing e usava esse na orelha também.
  6. Blusa listrada - coringa dos anos de 2007, era a maior moda, só se via usar essa blusa (hoje tenho um ódio maldito dela)
  7. All Star de Cano Médio - Este eu uso até hoje, apenas em algumas ocasiões especiais, mas não abandonei ainda não.
  8. Batom Roxo - Usava as vezes para ir para a escola, mas só quando acordava "no pique". Geralmente usava mais maquiagem nos olhos (se é que eu usava maquiagem).
  9. All Star de Cano Alto - Esse eu amaavaaa com todas as forças. Confesso que ainda gosto, mas não uso mais porque tá caro  e porque eu vejo mais vantagem em utilizar coturnos.
  10. Coturnos - eu não tinha um coturno, na verdade eu tinha uma cópia bem ridícula de um. Eu até hoje não realizei este sonho pois me falta dinheiro, muito dinheiro, mas se eu passar no concurso público e começar a trabalhar, você já sabe a primeira coisa que irei comprar.
  11. Mochila da Tokidoki - Você já percebeu que eu amava né? Gostava mesmo e tinha 4 mochilas falsificadas destas.
  12. Buttons - Minha mochila era cheia deles. Eu ficava maravilhada ao chegar na Galeria do Rock para comprar e sempre comprava alguns com esses estilos aí. Rock n' Roll, I ♥ ROCK... Ridículo né?
  13. Lápis de Olho - Meu melhor amigo para eu tirar a "cara de pagode" e ficar "dark". Eu amava usar porque só assim eu parecia mais rocker. Era meu aliado.

Lembro que minha melhor amiga era emo e ela curtia aquelas músicas screamo, sabe? Tipo uns emoxinho que canta gritando? Hahahaha! Eu falava para ela que aquilo era um absurdo, como você pode ouvir isso?

Uma das que eu me lembro era o Bring Me The Horizont '-'
Eu andava com ela porque apesar de ela ser emo e curtir essas músicas, eu gostava dela e era uma amizade verdadeira. Ela me respeitava e eu respeitava ela né, ao menos.

Sinceramente eu já amava algumas artes do heavy metal e principalmente do hard rock e blues, mas tinha medo da minha mãe achar que eu era seguidora do Satã (já que na época eu era cristã) e me bater e me expulsar de casa. Aos 13/14 anos eu comecei a ouvir Kiss, KansasAC/DC, Red Hot Chili Peppers Beatles, pelos meus amigos mesmo, daí eu percebi que gostava bastante e comecei a ouvir cada vez mais...

Até chegar a System of a Down por uma amiga querida (e que não está mais entre nós, mas esta nas lembranças ♥) que era muito fã e acabei por ouvir as músicas também.

System of a Down
System of a down, minha "primeira" banda preferida
Foi por causa dela na verdade que me interessei mais pelo metal. A primeira música que ouvi foi Lonely Day. Daí foi o primeiro passo para eu perder o "preconceito" que eu tinha em relação ao estilo que eu já gostava, pois eu acreditava que era uma coisa totalmente diferente e assustadora. Preconceito é engraçado, não é mesmo?

Enfim, que não me diferencia dos meus 11 anos para hoje é que eu mantive uma opinião concreta, apesar de mudar em alguns conceitos, nunca deixei de ser quem eu realmente sou. Nunca cheguei a mudar por causa de algo ou alguém. E isso me deixa até um pouco feliz, personalidade é algo que nem todo mundo tem, sabe?

A gente forma conceitos, muda algumas opiniões, mas a nossa essência será sempre a mesma. Sabe aquela sensação de que me faltava apenas segurança de si mesma para mostrar quem você realmente é? Pois é, o que mudou em mim mesmo foi a segurança. Eu sempre me imaginava andando com quem eu ando hoje, fazendo o que eu faço, vestindo o que eu visto agora. Ser livre é muito bom!

Cabe a mim me soltar cada vez mais, porque quem não me conhece, acha que eu sou daquelas que sai chutando o pé da barraca, falando tudo que pensa. Sim, eu tenho esse lado, mas acho que é a minha insegurança que muitas vezes me força a ser assim. Sou muito impulsiva também, tem horas que não meço as palavras, mas saiba que grande parte das vezes não é por mal, é por pura ansiedade.

É isso, perceberam que a gente, quando é pra gente ser de um jeito, já vem com algumas coisas pré-definidas? É claro que tive minhas fases "pessoa comum", já que minha mãe me discriminava pelo fato de gostar dessas coisas, mas logo sentia falta e voltava de novo.

Por isso, por mais que a gente fuja disso, a gente retorna ao nosso próprio eu. E foi o que eu fiz em 2014. Voltei para quem eu sou realmente, alguém que não gosta de ser igual a todo mundo.

Enfim, é isso.
Um beijo e desculpem por desenterrar tudo aqui! ☺

3 comentários:

  1. Sei bem do que vc ta falado, hj minha mãe me ajuda a criar caixões pra vender na lojinha que tenho, me compra aessorios alternativo, e não pode ver um batom bem escuro que me manda foto, rs. Mas nem sempre foi assim. Quando eu percebi quem eu realmente era, tudo ficou muito tempestuoso na minha casa, meu pai pastor de igreja evangélica daquelas cheias de doutrinas (sempre respeitei, frequentei, contra minha vontade, era obrigada mesmo, mas não era o que eu queria pra mim), eles me destruíam com comentários ridículos sobre ir pro inferno por conta do que eu era e me tiraram tudo, inclusive a pouca liberdade que eu tinha, foi sofrido, mas depois de 7 anos de conflito eles enfim me aceitaram como sou, e perceberam como isso melhorou o relacionamento entre nós.

    Eu adorei teu post.
    Beijo
    Blog ° Instagram ° WL Store

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  2. Cara eu te entendo,apesar de que as brigas que tive com a minha mãe sempre foram pelo choque de personalidade forte, e proteção da parte dela (sou caçula)...sempre fui meio solta e minha mãe é do tipo que se eu atrasava achava que eu morri ou algo assim.Por incrível que possa parecer,apesar da minha "véia" ter dito uma educação católica super conservadora,ela só implicava pelo fato de'u usar só preto (porque pra ela o preto é luto e luto não é bom),ela até acha homens cabeludos bonitos,quando colori o cabelo ela gostou de algumas cores e tatuagem pra ela é feio.Mas conflitos sempre terão,o que é difícil de conquistar é o respeito mesmo, digo por mim...e o foda é conseguir fazer com que nossos pais não nos enxerguem da forma que eles nos moldam (a imagem deles muitas vezes),até eu conseguir certo respeito da minha mãe,tive que mostrar que eu não era um esteriótipo e que ela tinha que parar de me comparar com a filha dos outros,porque ela NÃO morava com a filha de fulano,pra saber dos defeitos dela.Acredito que nem é maldade deles,é que eles sabem como o mundo é cruel e julga-nos pelo que aparentamos ser e eles sabem que não estarão sempre ali pra nos proteger e guiar.Agora que vi que você é de câncer AHUAHAU mas eu tenho ascendente em escorpião,era pra eu ser de libra ou escorpião mas sou prematura(todo mundo lá em casa é de signo de água,mãe é de peixes e irmão escorpião),eu acho que a única coisa desse signo que eu tenho é essa coisa materna, e paixão por coisas antigas de resto não tenho muito não LOL (nada a ver com o assunto,mas beleza AHUAHAU).Quando a gente muda,é normal as pessoas se afastarem,passei por isso porque até essas pessoas projetam uma imagem na gente, e quando a gente foge do que é cômodo não servimos mais pra elas.

    Beijos

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  3. Oi! Conheci seu blog agora, e já me identifiquei com você, lendo esse post. Eu fazia praticamente todas essas coisas que você citou hahaha Lendo a sua "retrospectiva" eu lembrei de muita coisa daquela época. Com certeza isso vai ficar na lembrança de todo mundo! SOAD foi minha banda preferida quando eu tinha 14 anos euahueha
    Mas tipo, como você, eu sempre tive personalidade. Eu gostava de usar uma coleira o dia todo, e ir com ela pra todos os lugares, porque me achava a tr00zona das américas haha
    Minha mãe achava meio estranho, mas nunca me proibiu de nada - inclusive ela dizia que eu tinha que fazer o que queria. E é assim até hoje, somos muito amigas. Somos religiosas também (somos cristãs) e nunca tive problema com isso. Claro que muita gente já falou pra mim que 'preto é luto', 'isso é coisa de gente depressiva', 'é só fase', 'você tem problemas emocionais por isso' e uma bostalhada assim, mas quer saber? Sempre mandei essas pessoas tomarem na bunda (mentalmente, porque a educação não permite rsrs) e vamos levando a vida :)
    Desculpa o texto imenso. Beijos!

    http://sabado-chuvoso.blogspot.com.br/

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