segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Sobre largar a faculdade e a romantização do sofrimento

Eu não sou niilista, sou realista e, se você pensa em desistir da universidade, é bom ler este texto. Pra falar a verdade, nem sei mais o porquê que insisto em escrever. Mas às vezes eu percebo que a minha conclusão vai ajudar outras pessoas, mas minha constante baixa auto estima ou sei lá o que (paranoias) insiste em me dizer que este lugar é insignificante e que meus posts não vão ajudar ninguém, mas como diz aquela linda frase: "não desista, você pode estar inspirando alguém", eu irei proceder com alguns posts por aqui, mesmo que aleatórios. Não quero abandonar este blog, afinal tenho minha vida aqui também. Enfim.

Agora volto na vida profissional. Penso em largar a faculdade porque não me sinto preparada para tal, nem sei que curso quero direito, só tenho 20 anos e ainda tenho muito o que viver para descobrir o que eu gosto e quero fazer. Às vezes fico pensando se estou seguindo o fluxo ou estou fazendo o curso porque realmente quero. Não que eu não gostasse do curso, mas é que me sinto aprisionada aqui, como se a minha obrigação fosse apenas este curso. Não quero isso pra mim. Quero viajar, ter dinheiro, trabalhar (coisa que não posso aqui), quero voltar a dançar e, quem sabe profissionalmente, quero comprar as minhas roupas, meus sapatos, aqui eu me sinto um parasita adulto que vive as custas dos pais. E realmente me sinto muito mal vivendo as custas deles.

Quero achar a minha liberdade, coisa que ainda não tive, mesmo morando sozinha atualmente, em uma cidade distante dos meus pais. Eles gastam comigo cerca de 800 reais no mínimo, apenas comigo. E mesmo assim eu ainda não consigo enxergar algo de bom nisso. Vai fazer 1 ano que estou aqui e mais de 10.000 reais foram gastos em não sei o quê. Se estou feliz? Não sei. Não sinto que estou contemplada com a mudança e, a cada dia que passa, sinto que fui muito impulsiva em ter me mudado pra cá. Primeiro sinto que me mudei mais pelo fato da minha família estar completamente desestruturada e não aguentar mais estar presente na minha casa (realmente se não tivesse me mudado eu ia surtar) e outra que eu podia ter ido para Curitiba fazer o curso que eu realmente queria na PUC (Design Digital), mas fiquei naquela do status social que uma universidade pública oferece, por isso escolhi a Unesp. Mesmo Curitiba sendo meu destino dos sonhos, optei pela Unesp em Bauru, por ser a universidade dos meus sonhos.

Só que assim que cheguei por aqui, vi que a realidade é  bem diferente da expectativa e a gente cria expectativas demais da universidade (principalmente a pública). A gente acha que tudo vai ser festa e que a gente vai aprender tudo que desejamos lá dentro, vamos fazer amizades e viver naquele clima de festa eterna que o 1º semestre proporciona. A verdade é que a gente aprende que estamos sós e que você tem que se virar sozinho ou vai sofrer muito.

Acho que a gente tem uma visão distorcida do que é "vencer na vida". A gente nasce aprendendo que nós precisamos crescer, estudar no ensino médio, (perder o bv / virgindade), estudar para entrar numa faculdade, namorar, fazer faculdade, nos formar, trabalhar, casar, ter filhos, trabalhar mais para comprar casas, carros e se aposentar, para "usufruir" de tudo aquilo que batalhou a vida inteira.

Você literalmente vive pra trabalhar, trabalha pra comer, sobrevive pra chegar logo a hora de se aposentar e, quando ficar velho terá pouco a se fazer, afinal boa parte da sua vida já se foi e você mal aproveitou. Pode até ser a opinião vinda da boca (ou do texto) de quem ainda viveu muito pouco (ou não), mas acredito que se temos uma única vida, por que parecemos que somos obrigados a cumprir o legado do "homem de bem" mesmo que seu inconsciente diga ao contrário?

E é aí que entra a faculdade. Parece que se a gente não entra em uma universidade somos taxados de inferiores, desinteressados, fracassados. E como se não bastasse, o mundo cria uma expectativa estratosférica a cerca da universidade, como podemos ver em filmes que nos sentimos inferiorizados se não fazemos tudo aquilo que um típico e genérico universitário faz.

Já se sentiu completamente vazio após ir a uma festa universitária? Bebidas, drogas, sexo casual, festas e notas baixas não faz de você uma pessoa feliz. Talvez se você goste de se inserir em padrões pré-estabelecidos e tem dificuldade de aceitar ou conhecer sua própria personalidade. É sempre a banalização do aprendizado e a supervalorização do rebelde (Playboy) sem causa. A valorização de um riquinho mimado que o papai banca todos os gastos com futilidades e as saídas, inclusive a gasolina do carro e as contas do motel.

Mas se a gente não encontra felicidade nestas coisas, aonde é que está a verdadeira felicidade? Eu sinto que a felicidade está muito além desta cultura que vivemos, dessas festas, desses relacionamentos sem essência nenhuma, da universidade que está cursando, enfim. A felicidade está sim em momentos, afinal já percebeu que só temos controle do presente? Sim a gente só pode controlar o presente, através de decisões que tomamos. Se guiar por aquilo que nos move acima de tudo é o que importa. E o que eu quero dizer com isso tudo? Que nem sempre faculdade vai te fazer feliz, talvez você não tenha nascido para cursar uma universidade. E você não é pior do que ninguém por isso, nem melhor também. Às vezes a gente não tá feliz consigo mesmo porque não nos libertamos de alguns padrões que a sociedade nos diz que seremos felizes apenas se concluirmos.

"Mulheres! Tenham filhos! Só uma mãe sabe o quanto é lindo ser uma." Mas quem disse que eu preciso ter filhos para saber que ser mãe é bom? Ou melhor, pra mim ser mãe não tem nada de bom ou bonito, é só sofrimento, um masoquismo sem fim. É cuidar de filho de madrugada, amamentar, levar na escola, fazer comida, aguentar choro, educação de qualidade, cursos, gastos e mais gastos, médicos, remédios, desgaste físico e psicológico... Enfim, sou curta e grossa mesmo. Essa romantização estúpida não tem lógica nenhuma pra mim. Acho que quem aguenta tem fôlego? Sim, mas não acho elas superiores a ninguém. Aliás, romantização de qualquer sofrimento é estúpida. A gente, desde novos somos obrigados a acreditar que se aquilo não for conseguido com esforço não possui valor. Você precisa se machucar, sofrer, chorar muito para conseguir algo no futuro, senão não há valor algum. Que legal.

A mesma coisa serve para relacionamentos. Você só namora se o cara insistir muito ou faz o famoso jogo do desinteresse. Se ele(a) demorar 2h pra mandar mensagem, você só manda 4h depois... e assim um relacionamento que poderia já ter começado e provavelmente virado namoro não sai da mesmice, por que? Porque você faz cu doce. Por que não demonstrar logo que possui interesse? Por que ficar nesse joguinho que atrasa a vida de todo mundo (inclusive a sua)?

Eu vivo como se cada dia fosse o ultimo, não estou preocupada com o futuro, me preocupo com o presente. Meu maior sonho do futuro é chegar aos meus 65 anos, olhar para o passado e se orgulhar de cada passo, cada experiência vivida e ter muito o que contar para os meus filhos e netinhos (heuahuehasu). E percebi através disso que a felicidade não é nada mais do que viver o presente, experimentar e não ter medo de cair de cara, enfrentar mesmo, não ter medo de nada. É não tendo medo de morrer que você vive de verdade.

Beijos de luz.

13 comentários:

  1. Madessy, que texto bom de ler!
    A coisa que mais sinto falta hoje são os anos de faculdade. Eu diria que foram os meus últimos anos "livres". Após isso veio a "vida adulta" e tudo mudou. Seria até cliché eu dizer pra você aproveitar esses anos de estudante sem se preocupar com obrigações e entender que às vezes escolhas são difíceis mesmo. A maturidade está justamente em lidar com os desafios daquela escolha, porque às vezes não podemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo MAS podemos fazer uma coisa seguida da outra, alguns anos depois...
    Sobre literalmente viver pra trabalhar, bom... é assim que o sistema funciona né? Por isso eu acho que os anos de facul são os "últimos" livres, porque é a época que ainda podemos ter nossas horas livres, apenas dedicadas a estudos e lazer e sermos nós mesmas o tempo todo.
    É verdade que quando não se faz faculdade as pessoas julgam como "inferiores" mas fazer faculdade trás vantagens no longo prazo, especialmente na medida em que você descobre um caminho que vai fazendo especializações direcionadas à área em que se sente bem.
    Quando eu tinha sua idade não me preocupava com o futuro. Hoje sou o contrário, me preocupo, mas isso não significa eu não viver o presente, na verdade meu presente é cheio de coisas que enriquecerão meu futuro.
    Eu não sou mais tão novinha como você mas em breve vou voltar pra faculdade, estudar outras coisas que adoro e isso tem sido uma felicidade pra mim. Estamos indo em caminhos opostos em idades diferentes, mas cada uma de nós, com certeza, tem seus motivos e alegrias sobre as próprias decisões <3

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    1. Sana! Como sempre! Seus comentários são o complemento dos posts!

      Sobre a faculdade, bem... não a enxergo desta forma, infelizmente. Acho que ela me privou ainda mais de algumas coisas que antes eu tinha liberdade, como por exemplo meu estilo de vida e minhas vestimentas.

      Eu sinto que as pessoas que estudam aqui tem uma realidade bem diferente da minha e, nós seres humanos, como somos animais extremamente sociáveis, me sinto excluída, mesmo que não queira, mesmo que eu tenha "amizades" dentro de sala de aula.

      Enfim, na realidade eu estou ADORANDO a fase da faculdade! De verdade, abriu minha mente ainda mais, em um ano só aprendi algumas coisas que vou levar pra minha vida inteira, mas infelizmente a vida de quem não possui pais para sustentar os filhos em uma pública fica muito difícil.

      Eu mesma dependo de um pai que mal olha na minha cara. Olha porque é obrigado. Minha mãe não tem estudo também, é uma diarista. Enfim ela ganha 400 reais por mês e não consigo trabalhar porque a faculdade me consome muito. Então todo o dinheiro que recebo vai para comida e contas, e só! Eu não estou aproveitando muita coisa porque infelizmente não tenho grana mesmo. Mas eu nunca desisto e já tenho projetos em mente assim que largar a Unesp e voltar para a capital. <3

      Eu imagino que na sua idade, talvez sua situação financeira esteja mesmo com todos os desafios, bem mais estável que a minha e sua faculdade realmente será de muito benefício para você!! Não deixe de fazer porque vale muito a pena. Mas quando a gente vê que nossos pais estão se matando pela gente (a ponto de não ter o que comer para pagar aluguel, acho melhor repensar na situação).

      Enfim, amo seus comentários e geralmente demoro para responder a fim de responder a altura e com muita calma!

      Beijos!!!


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  2. Terminei a faculdade há quase dois anos, e hoje tenho toda certeza que, apesar das expectativas estratosféricas, deveria, sim, ter desistido. A pressão e estresse para terminar um curso que não me satisfazia, mais a inferiorização por não ser a universitária típica (feia, sem grana pra festa, sem amigos, morando em outra cidade, gosto musical diverso, dá pra sentir o drama? kkk) e ainda me matando de trabalhar para bancar a faculdade literalmente me destruíram, e até hoje não me recuperei. Foram os piores anos da minha vida. Adiei sonhos, perdi a saúde, perdi dinheiro e só tarde demais percebi que meu valor como pessoa não estava, necessariamente, vinculado ao maldito diploma, e que quem se importa realmente comigo não dá a mínima se sou graduada ou não (inclusive acho interessante notar que só recebo cobranças ou questionamentos sobre fazer a tal da prova da OAB de gente que nunca fez questão de ajudar com nada, nunca). Enfim, a vida é uma só, então acho que se não te faz feliz, desista! Sempre podemos tentar de novo amanhã.
    E continue escrevendo, tenha certeza que você me inspira muito! Beijos!

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    1. Valkiria do ceu eu não só imagino o drama como convivo com ele diariamente. A gente se sente excluída o tempo inteiro, arrodeada de playboys chatos e bancados pelos pais, festas caras e completamente sem graça... Fora que nao temos dinheiro pra comprar nada, porque tudo vai para a faculdade ou para as contas. É muito triste, é um processo doloroso que a gente acredita que vai dar em alguma coisa, mas na verdade não deu foi em nada mesmo...

      E sim! A vida é uma só! Vamos aproveitar o que a vida nos oferece de melhor e esqueceremos este conceito ultrapassado de "felicidade é sinônimo de sucesso profissional/financeiro" não é! Felicidade está em aproveitar os bons momentos da vida e não ter medo de enfrentar nossos maiores medos. Sinto-me realizada toda vez que enfrento um medo meu haushuahsua recomendo!

      E fico muito feliz por inspirá-la! Eu espero que meus conselhos a ajude assim como me ajudaram a repensar minha situação e começar do zero.

      <3

      Beijos!!!

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  3. Oi, Mad!

    Como sempre, é muito bom ler seus textos. Você pode achar que não ajudam. Teus textos ajudam sim, eu também cresci nessas de precisar fazer faculdade pra ser alguém na vida, e até hoje acho que é isso mesmo. Quero fazer faculdade porque é foda trabalhar ganhando pouco mais de um salário mínimo, e a faculdade pode fazer um outro tipo de emprego que pague melhor ficar mais acessível. De verdade, é isso. Mas quanto ao estudo, poxa, eu me interesso por um zilhão de coisas diferentes, não queria me limitar só a uma e ficar trabalhando nisso o resto da vida, sabe?
    Mas foi bom ler seu texto pra eu parar de ficar achando que foi minha maior derrota, meu "fundo do poço" o meu lance de abandonar a faculdade, e comecei a ver que talvez isso tenha sido o melhor, pelo menos por enquanto. Enfim... Obrigada por nos brindar por mais um texto maravilhoso e sincero, viu?

    Beijão, linda!

    www.vultuspersefone.blogspot.com

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  4. Rafaela do ceu... fiz um PUTA comentário aqui e sem querer fechei a guia... T__________T quero morre, enfim vou aproveitar que eu tava contando aqui sobre a faculdade e faço um post "resposta" logo heuahuehaue

    aff to mto bolada aqui .-.

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  5. A graduação é supervalorizada, larguei duas faculdades que não me acrescentaram e não acrescentariam em nada, esta de agora foi deixada de lado por pouco, mas decidi terminar, a sensação que tenho desde que fiz vinte e quatro anos é que a vida está passando, e eu estou estagnada, parei, enquanto o tempo não perdoa, passa. Quero viajar, passear muito, mas nada disso é possível agora, moro em interiorzão e foda-se diploma, o que conta é peixada, indicação. A verdade é que colocamos expectativas demais num pedaço de papel, vejo muito gente sem graduação ocupando cargos iguais a de gente graduada, e gente graduada respondendo a ordens de gente sem instrução alguma. A única conclusão que tenho: A vida é esta aqui e você tem que colocar na balança o que, de fato, tem importancia pra ti, no meu caso, considero a graduação importante por ter filho pra sustentar, e como não posso trabalhar por ele ser especial, estou investindo nisso até sair dessa cidade e poder fazer o que quero, o que amo! Tô estudando, empurrando com a barriga, e ano que vem me formo, nem acredito! É só uma graduação na minha vida que pode vir a me dar um salário melhor ou não, pode ser tempo perdido ou ñ, se largar será bom ou ruim só o futuro pode te dizer, eu no seu lugar, sem filho, sem casa pra pagar e uma série de contas todo mês iria até o fim, mas só vc sabe de ti, só vc sabe do que é válido ou ñ pra sua vida! Seja o que for, pelo menos a gente tentou, desistindo ou não, tentamos e não era pra ser, não era a hora, sobre o curso de administração que larguei quatro vezes não me arrependo uahuehuahuehuahuhe, apesar de sentir que tô ficando pra trás, mas poderia ter empregado meu tempo ao invés de insistir em algo que não era pra mim e investido em um curso técnico, profissionalizante, sei lá, algo que eu gostasse, e vai ver eu estivesse muito mais realizada agora!

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  6. Cheguei aqui e dei de cara com um puta texto mara! Então, primeiramente, parabéns!
    Todo seu pensamento é uma faca de dois gumes.
    Eu comecei a trabalhar com 18 anos pra me 'ocupar' pq minha família falava que depressão era coisa de desocupado. Trabalhei 3 anos de telemarketing sempre sorrindo e não vendo problemas em nada (eu sou muito dessas vendo o mundo desmoronando e eu to cantarolando highway to hell e sorrindo D:), quando levei um clique, já tava com 21 e me senti na pressão de estudar algo. Resolvi cursar Letras pq sempre sonhei em ser professora. Se pensei em desistir? Várias vezes. Era o que eu queria mas por outro lado, sabia que não seria um conto de fadas na prática e que sem faculdade, a minha pessoa não alcançaria nenhum cargo (já que não tenho família com Q.I., né nom). Desde os 18, juntei grana pra fazer a grande viagem dos meus sonhos, vir pra Finlândia, onde tô morando agora. Trabalhei e estudei, muito, por 8 anos e sempre fiz outras coisas que gostava como sair e comprar coisas pra mim. Comecei a dar aula na metade da faculdade e já tomei O CHOQUE de como tá o ensino. Nvamente, pensei em desistir mas continuei, pq se tudo desse errado, 'pelo menos eu teria uma graduação'. Carrego do meu pai uma frase que 'todo trabalho e estudo não é á toda, TUDO ACRESCENTA PARA A VIDA' e realmente, a faculdade não me acrescentou nada para a prática, na sala de aula mas me acrescentou cultura e conhecimentos, assim como o trabalho me acrescentou como lidar com os seres humanos, pq telemarketing é um negócio do cão de mentiras e mais mentiras.
    Por outro lado, esse negócio de pressão da sociedade pode ser uma pressão da nossa mente, sabe?! Sem graduação, eu teria continuado trabalhando em telemarketing. Com graduação eu posso continuar trabalhando em telemarketing. Afinal, não tenho o Q.I. pra me colocar em uma MEGA EDITORA, que é o meu sonho. Somos de uma geração que pensa no agora, quero viajar enquanto sou novo e o trabalho fica pra depois. Meu pai, ao contrário, trabalhou muito desde novo e hoje, depois dos 60 tá curtindo. Não que não seja válido, pq vc tá 'velho' mas ao contrário, dá aquele gostinho de olhar pra trás e ver tudo o que construiu.
    Hoje os jovens sonham apenas com trabalhos que possam ser feitos em frente á uma tela de computador (o que não é errado mas de todos os alunos que dei aula, pergunta se alguém queria trabalhar como professor, costureiro ou padeiro? ).

    Tô morando na Finlândia agora, com meu recém marido. Era meu sonho, não era? Sim. E agora a depressão aqui bate e bate forte porque meu diploma é inútil aqui e tô sendo alfabetizada como uma criança de 4 anos (ok, é um dos idiomas mais difíceis ) e eu não consigo nem trabalho de faxineira por não falar o idioma deles. Eu deveria estar triste por isso mas cara, todo o conhecimento que adiquiri nesses anos, vai além do que você pode imaginar quando preciso conversar e me expressar.Eu mostro que não sou mais uma como todas as outras.
    E taí o negócio, mostrar seu diferencial no mundo. Não tentar seguir regras de estudar, casar e ter filhos, por exemplo. É fazer seu roteiro.

    Esse meu pensamento/comentário iria bem longe se eu continuasse a expor o meu ponto de vista sobre o assunto, o que te digo é que se quiser estudar, estuda, se não quiser, larga mas não passe um dia sem estudar ou trabalhar pq o que levamos pro mundo espiritual é o conhecimento, não os bens materiais.

    Escrever e pensar sobre a vida são boas oportunidades de se descobrir e vejo que você está no caminho certo! Não se arrependa nunca de uma escolha, pq algo pode ter acontecido se fizesse outra escolha, já pensou nisso?

    xoxo B.
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  7. Gabriela, acompanho seu blog sempre que possível, mas nunca comento nada, principalmente porque acho que não tenho nada a acrescentar, enfim... Me indentifiquei muito com esse post, tenho a mesma idade que você a até hoje não entrei na faculdade, sinto que rola essa coisa de "inferiorizar" pq ainda não entrei em uma. Esse post veio no momento certo para mim, pois estou me questionando/reorganizado os planos futuros, mas vivendo um dia de cada vez e tentando ao máximo me concentrar no agora (tenho os mesmo desejos que você ). Obrigada pelas palavras e não pare de escrever, mesmo que demore, sempre vai ter suas leitoras fiéis.

    PS.: A postagem foi útil para alguém. ;-)

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  8. Nossa, quanto tempo! Estou dando aquela olhada nos blogs que eu costumava visitar quando eu tbm tinha o meu, e que saudadinha dá! <3 Como sempre, o seu tá lindo! *-*
    Bom, quem nunca teve vontade de largar tudo e ir vender miçanga na praia, que atire a primeira pedra. Desde que voltei pro BR mtas vezes dá vontade de chutar o balde tbm... Voltei pra faculdade de Direito, e mtas vezes fica aquela reflexão de se "estar fazendo algo pq 'tem' que fazer, pra ter uma profissão, 'ser alguém', ganhar bem, mas estar fazendo tais coisas sem realmente gostar". É uma sensação bem ruim... Mas ao mesmo tempo, nós que não viemos ao mundo em berço de ouro acabamos não tendo escolha, se não sucumbir ao sistema... É frustrante deixar as coisas que realmente gosto de fazer pra depois porque ainda tenho que fazer aquele trabalho sobre locação e lei do inquilinato, estudar os crimes em espécie pra prova de penal e fazer aquela resenha do texto de constitucional II... Mas fazer oq? A gente tem é q estudar mesmo. Agora estou fazendo estágio ainda por cima, noss... A vida vira um caos, não se tem tempo para NADA, e isso tbm me frustra. :/

    Mas cara, pense pelo lado positivo, Gabi. Pelo menos seus pais tiveram condição de te manter em outra cidade. Se eu fosse depender de ir pra outra cidade pra ter ensino superior, não estaria estudando (por isso q faço direito, é curso "menos pior" e mais "útil" que tem na minha cidade). Se eu fosse depender de pagar pra estar na faculdade, tbm não estaria estudando (viva o prouni!!). E vc está numa federal, oq realmente melhora qlq currículo. Veja o copo como "meio cheio", minha querida. Mtas vezes a gente vê só as coisas ruins de uma situação, mas td nessa vida é fase. Daqui uns anos vc vai olhar pra trás, lembrar da época de faculdade com saudosismo pelas coisas boas (elas sempre existem).

    Amo suas fotos no insta! <3

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  9. Esse ano agora é o último ano da faculdade para mim, anos que foram um pouco tristes por eu ser a pessoa menos faladeira que conheço e não sei como reagir quando as pessoas falam comigo e acabo falando besteira sempre, haha A minha faculdade tem muita coisa legal e também muita coisa inútil e mesmo assim é um dos cursos mais caros de lá. Uma coisa que me incomoda muito é que quem não faz faculdade acha que lá é um lugar da hora e que a pessoa vai realizar o sonho de ter um diploma... e não é bem assim, é muitos gastos e preocupações que só destroem a sua saúde, tanto mental quanto física. Eu sou muito tímida, então para mim é difícil viver por lá, sinceramente não gosto nenhum pouco do clima da faculdade, mas é claro que vejo como sendo algo legal para aprender coisas, mas não é o "sonho" que todos que não estão lá pensam... Eu nunca pensei em desistir, por mais que more longe, pois aprendi a gostar muito da profissão... Muito bom seu texto, por mais que meu comentário esteja meio desconexo, mas foi isso que pensei em comentar, haha

    blogmylittlecandy.blogspot.com.br

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  10. Continue insistindo em escrever porque eu amo seus textos. E pode ter certeza que eles ajudam alguém sim! Seja abrindo a cabeça pra algum assunto, seja ajudando a pessoa a ver que não tá sozinha nesse mundo e por aí vai. ^^

    Sobre a faculdade, apesar de pensar como você de que ninguém precisa de faculdade pra ser alguém na vida, eu sei que tem também seu lado bom. Como você mesma disse, a faculdade abriu tanto a minha cabeça e me ensinou tanta coisa que eu lavarei pro resto da vida. Mas hoje, 3 anos e uns quebrados depois de formada e nunca tendo trabalhado na área eu tenho certeza de que fiz a escolha errada quanto ao curso... rs
    Na verdade, na metade do curso eu já tinha consciência disso, mas eu era bolsista e se eu largasse o curso eu não conseguiria terminar outro no prazo da bolsa, então resolvi terminar ele mesmo. Sem falar na pressão por parte da minha mãe que queria porque queria que eu fizesse uma faculdade. Eu escolhi o curso meio que na aleatoriedade mesmo. Eu tinha certeza das coisas que não queria, que eram as de exatas e biológicas, mas o que eu queria mesmo eu não sei até hoje. Meu primo fazia esse curso e me disse que achava que eu gostaria, que era a minha cara, mas na verdade eu gostei só no início. Na real, o que eu gosto mesmo é de dança. E de agora pra frente pretendo ir me profissionalizando nisso e, futuramente, fazer uma faculdade de dança e abrir meu próprio estúdio. Quem sabe, né!? ^^
    Mas se no seu caso você acha que escolheu errado e tem a opção de parar essa e começar outra depois, então faça isso. Não perca muito tempo numa coisa que você tem certeza que não te fará feliz e já comece a investir naquilo que você sabe que te trará retorno real, tanto no quesito felicidade, tanto nos outros que você julgar importante.

    Sobre passar a vida trabalhando, eu também divido o mesmo pensamento e isso me deixa bem deprê às vezes. Principalmente por não gostar do meu trabalho. Eu vejo que a vida tá passando eu eu não tô fazendo nada de que eu vá me orgulhar no futuro. Mas também sei que no momento é necessário, pois é o que tenho para colocar outros planos em prática. É meio que uma ponte pro que eu quero futuramente, então, aos trancos e barrancos, eu vou tentando suportar.

    Eu também tento me preocupar mais com o presente, mas eu sei que o que eu faço agora terá algum impacto no meu futuro, então tento fazer agora coisas que não me prejudicarão depois. Dá pra conciliar o viver a vida ao máximo (ou quase isso) e pensar um pouco em como não se prejudicar no futuro.. rs

    Amei o texto, como sempre! ♥
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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  11. Moça, na moralzinha? Volta a escrever aqui por favor!
    Há muito tempo eu não lia um conteúdo com qual me identificasse, então, como você disse no inicio do texto: "não desista, você pode estar inspirando alguém", e está mesmo. Bjs!

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