segunda-feira, 2 de novembro de 2020

OOTD #6: Heavy Metal Grl

Ultimamente estou apaixonada pela moda dos anos 80s. Realmente é algo que me agrada fortemente e provavelmente minha década preferida com relação à música, apesar de eu ser apaixonada pelos anos 70.

Meus discos preferidos de heavy metal com certeza são os dos anos 70s / 80s.

Pra falar verdade, visualmente sou uma junção de tudo isso, porque não consigo me apegar a apenas 1 estilo e me manter nele. Gosto de misturar as coisas a fim de encontrar a minha essência. E é isso que torna o nosso estilo único também.

Gosto de mudar algumas coisas com frequência, mas há alguns elementos que nunca saem de cena, independente dos anos. E sim, misturo muito o gótico com o metal, porque eu gosto das duas coisas.

 


Alguns dos principais são:

Meia arrastão - desta larga porque não gosto da pequena. Acho essa muito mais bonita.

Os harnesses - são facilitadores de vida, porque eu compro apenas uma blusinha sem graça e transformo em uma roupa ultra trabalhada em 30 segundos.

Choker de argola -  realmente é a minha preferida e acho que combina comigo como nenhuma outra.

Piercing labret - quem lê esse blog há mais tempo, sabe que eu já furei vários e vários lugares no rosto, mas o labret foi o único que se manteve.

Cor preta - realmente eu não consigo abrir mão da cor preta porque para mim é a base do look sabe? Aí depois vem a cor azul.

Batom preto - entra ano e sai ano mas o batom preto permanece. Muita gente já me disse que ele faz parte de mim e que combina comigo, hahaaha

O delineado + esfumado - é a maquiagem coringa que eu sei fazer e que dá certo na minha cara. Neste sentido eu sou bem conservadora com relação às maquiagens porque eu gosto de coisas simples e fáceis de fazer. Uma das poucas coisas que eu adicionei foi o famoso "blush chinelada"

Coturninho - o de sempre né, esse aqui é de lei

O resto são mutáveis, ou seja, estou sempre renovando, trocando e não sou responsável pelo que as pessoas vão achar disso. 

Às vezes me culpo por ter um alcance baixo no Instagram, mas aí eu lembro que nada daquilo faz sentido...  

E você tentar fazer o que todo mundo está fazendo só para agradar é paia né? Aliás ultimamente eu tô postando e perdendo 1 seguidor a cada postagem haahahaah

Aí eu taco o foda-se. Talvez eu esteja me inspirando pelas pessoas erradas ou me comparando demais com os outros. Mas isso pouco importa quando lembro que faço tudo que gosto, do jeito que prefiro, sem me incomodar se os outros estão gostando ou não, isso é um problema deles.

Também sou introvertida demais pra ficar me expondo todos os dias por lá. Não vejo motivos plausíveis para isso. 

E é isso. Ah e já ia esquecendo do que está no look hahaha

Blusinha - do brechó, paguei 14 reais
Saia - brechó também, 12 reais
Meia arrastão - 25 reais na galeria do rock, naquelas lojas do 3 andar
Harness - da Queen of Bones, bem antigo, acho que de 2015, na época foi 20 reais.
Jaqueta - único item caro da lista, pois comprei nova na C&A e paguei 200,00
Colete - também de brechó, paguei 20 reais e customizei eu mesma.
Cinto - 25 reais, comprei em barraca de rua mesmo
Choker - DIY que fiz há uns anos ai
Brincos - foram roubados da minha mãe bebê, não faço ideia do quanto custaram
Colar de ankh - comprei no Brás o pingente e paguei uns 5 reais na época. Um achado né mores.

É possível ser gótica sendo pobre? Com certeza! Você não vai precisar vestir roupas ultra trabalhadas para se sentir gótica não viu querida? 

É necessário ter um olhar aguçado e focar em bons acessórios porque assim você consegue uma infinidade de peças coringa e se vestir de diversas formas usando as mesmas peças de roupa e mudando apenas os acessórios.

E por hoje é só! Apenas para deixar o registro das minhas peças por aqui. 

Beijo

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Por que o gótico / alternativo deveria ser acessível?

Francamente, voltei a usar redes sociais nessa pandemia e junto voltou (além de todos os sentimentos negativos que elas proporcionam) todo o questionamento a respeito da moda alternativa. 


Vi um post em inglês falando sobre a importância da moda alternativa ser acessível e inclusiva e os motivos pelos quais a moda alternativa deveria ser um refúgio e uma contracultura do capitalismo.

E cara, sim, como isso é problemático! 

Hoje vejo que praticamente todos estão no Instagram buscando vestir marcas. Podemos citar inclusive marcas nacionais que ganharam uma reputação mundial. O que é positivo em partes, mas isso não confirma o fortalecimento da cena alternativa brasileira, pelo contrário...

As pessoas continuam sendo elitistas, te julgando por ouvir ebm, metal, cyber ou industrial e agora, como se não fosse suficiente, há a elite gótica do Instagram... 

Sim, aquelas meninas que se vestem com muitas marcas e praticamente postam todos os dias no Instagram. Se você não tem uma quantidade X de seguidores ou posta fotos de tal forma, roupas de marca, logo você é taxado como insignificante.

Resumindo, nos tornamos aquilo que mais julgamos: as patricinhas que vivem de imagem e ostentação e julgam quem se veste diferente (????).

Não estou julgando mal as lojas alternativas, mas estou julgando o quanto tudo está indo para um lado muito sombrio (com o perdão do trocadilho). O que antes era considerado alternativo pelo modo de se vestir sim mas, primeiramente pela forma de pensar, acabou indo para uma importância antes de tudo visual.

Eu praticamente me senti um lixo quando eu vi que estava todo mundo atolado de peças de roupas ultra trabalhadas, fazendo diversas maquiagens, etc. Torrando rios de dinheiro com roupas caríssimas, sapatos perfeitos, enquanto eu estava ali com meus DIY e roupas de brechó. E olhe que dificilmente questiono meu modo de me vestir. Mercúrio em leão aqui é forte.

É incrível como as redes sociais boicotem nossa forma de pensar, nos fazem sentir excluídos em meio a tanta gente por simplesmente querer se enturmar em um grupo. 

Quantas das pessoas hoje, em meio alternativo não possuem depressão, transtornos de personalidade e ansiedade? E quantos não devem ser justamente por esses motivos?

Estava lendo os posts desse blog essa semana e vi o quanto ter ingressado nas redes sociais me fez tornar refém de um comportamento que não era o meu. O quanto isso é doentio e o quanto esse mundo pode moldar a sua cabeça de forma a pensar que se você não está lá, você é excluído do restante.

Eu fico pensando até aonde eu sou "alternativa". Aliás, questiono se esse mundo ainda me representa! Será mesmo? Eu realmente faço parte de um grupo que busca constante exposição e curtidas na internet como se isso fosse a coisa mais importante neste mundo?

Se isso for ser gótico/headbanger no mundo de hoje, eu não sou isso não. Não me representa e nunca irá me representar. Eu saí do mundo mainstream em busca de liberdade, não de aprovação dos outros para ser aceita.

Se eu soubesse que ao chegar ao mundo alternativo iria ser assim, talvez não teria me intitulado dessa forma, mas sim como indefinida.

Isso foge completamente do ideal que me fez levantar a bandeira alternativa. Para mim o mais importante era a união, a conexão e o fortalecimento do grupo, não a competição de curtidas e números de tatuagens, piercings ou inscritos.

Por isso, eu dei unfollow em uma pá de pessoas que seguia só para parecer legal. Não tenho mais interesse neste tipo de coisa, muito menos em agradar pessoas para esperar que elas reconheçam isso! 

Talvez eu esteja amadurecendo e mudando meus conceitos sobre algumas coisas, principalmente com relação à moda. 

Continuarei postando sim minhas fotos na internet, não fugirei do Instagram, porque dependo dele para conversar com amigos, mas não sigo mais nenhum tipo de conteúdo direcionado exclusivamente para a aparência.

Pelo amor, somos muito mais que isso.